Economia

Rio teve 47 acidentes aéreos em 10 anos, aponta Cenipa

ResumoO Rio de Janeiro registrou 47 acidentes aéreos em 10 anos, conforme dados do Cenipa e da FAB. O caso mais recente, na Vista Chinesa, foi o quinto com mortes em oito meses. A análise dos números revela padrões de ocorrência e áreas de risco.

O Rio de Janeiro registrou 47 acidentes aéreos em 10 anos, segundo o Cenipa e a FAB. O mais recente, na Vista Chinesa, foi o quinto com mortes em oito meses. Veja o que os dados revelam.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 09 de agosto de 2026
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Rio teve 47 acidentes aéreos em 10 anos, mostram dados do Cenipa

O Rio de Janeiro registrou 47 acidentes aéreos desde 2016, segundo dados do Cenipa e da FAB. O caso mais recente, a queda de um helicóptero na Vista Chinesa neste sábado (8), foi o quinto com vítimas fatais nos últimos oito meses no estado. As investigações ainda não foram concluídas.

O que os números revelam sobre acidentes aéreos no Rio

De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), dos 47 acidentes ocorridos no estado desde 2016, 16 terminaram com 38 vítimas fatais. Os dados mostram que, na maioria dos episódios fatais, houve contribuição humana por "desempenho técnico" ou "aspectos psicológicos". Em 11% dos casos, os acidentes estiveram relacionados ao "ambiente operacional".

Casos recentes que marcaram o estado

Em junho, duas aeronaves colidiram no céu do Recreio dos Bandeirantes, deixando seis mortos, entre eles o cantor americano Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspi. O relatório preliminar do Cenipa apontou que os dois comandantes previram a mesma rota, mas o helicóptero com os artistas estava com o transponder desligado e não foi detectado pelos radares. As aeronaves usaram a Frequência de Coordenação Aérea (FCA), que não era monitorada pelos órgãos de controle, e não havia gravação das comunicações.

Em Guaratiba, na Zona Oeste, três pilotos morreram após um helicóptero cair em área de mata fechada. Diego Dantas Lima Moraes, de 36 anos, dava instruções a Sérgio Nunes Miranda, de 36, e ao capitão bombeiro Lucas Silva Souza, em um voo de familiarização. Em dezembro, um avião que fazia propaganda na praia de Copacabana caiu no mar; o piloto Luiz Ricardo Leite de Amorim, sozinho, fazia o primeiro voo no trabalho.

O que a investigação ainda precisa esclarecer

As causas desses episódios seguem sob análise. A contribuição humana aparece como fator predominante, mas o Cenipa ainda investiga os detalhes de cada ocorrência. Para quem acompanha o setor, a lição é clara: entender a tecnologia e os protocolos de voo ajuda a separar o que é falha humana do que é falha sistêmica. investigação de acidentes aéreos

Perguntas Frequentes

Quantos acidentes aéreos o Rio teve em 10 anos?

Foram 47 acidentes desde 2016, segundo a FAB, com 16 episódios fatais e 38 mortes.

O que causou a colisão no Recreio dos Bandeirantes?

O Cenipa apontou que os helicópteros usaram uma frequência não monitorada e que um deles estava com o transponder desligado.

As investigações dos acidentes já foram concluídas?

Ainda não. O Cenipa informa que as apurações sobre os episódios recentes não foram encerradas.

Qual o principal fator nos acidentes fatais?

Segundo os dados, a maioria teve contribuição humana por desempenho técnico ou aspectos psicológicos.

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