Economia

STJ condena Marco Buzzi: pena máxima e perda do cargo

ResumoO Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou o ministro Marco Buzzi à pena máxima de perda do cargo público, em decisão inédita na história da corte. A punição decorre de acusações de assédio e importunação sexual, tornando Buzzi o primeiro magistrado do STJ a sofrer tal sanção. A sentença encerra o vínculo funcional do ministro com a instituição.

O STJ condenou o ministro Marco Buzzi à perda do cargo, em decisão inédita, após acusações de assédio e importunação sexual. Pena máxima foi aplicada.

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 06 de agosto de 2026
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STJ condena Marco Buzzi com pena máxima e perda do cargo

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta quinta-feira (6), condenar o ministro Marco Buzzi com a perda do cargo, em julgamento que analisava acusações de assédio e importunação sexual. A decisão é inédita e representa a pena máxima para violações graves, prevista em resolução aprovada pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Conselho Nacional de Justiça neste ano. Buzzi permanecerá afastado até a conclusão de todos os trâmites legais e, posteriormente, perderá o cargo.

O que motivou a condenação do ministro do STJ

Buzzi foi acusado de cometer importunação sexual contra uma jovem durante uma viagem ao litoral de Santa Catarina, onde passava as férias com a família na casa do ministro. Ele também é acusado de ter assediado sexualmente uma ex-servidora do gabinete, em episódios reiterados. As acusações levaram o STJ a analisar o caso sob a ótica da nova resolução, que endureceu as punições para magistrados.

Pena máxima: o que muda com a decisão

A sentença representa um marco. Antes, a sanção mais gravosa para magistrados era a aposentadoria compulsória, com a manutenção dos vencimentos. Agora, com a nova resolução, a perda do cargo se torna a punição máxima. A mudança nos limites das punições foi o que permitiu a condenação mais severa.

Inicialmente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia pedido que Buzzi fosse punido com aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais, que era a sanção mais grave prevista na Lei Orgânica da Magistratura (Loman). A PGR mudou seu entendimento após a alteração nas regras, recomendando a responsabilização máxima.

Como foi o julgamento no STJ

Participaram do julgamento 28 dos 33 ministros que integram a Corte. A decisão ocorreu após maioria absoluta, com 15 votos favoráveis à condenação. O número expressivo de votos reforça a gravidade do caso e a aplicação da pena máxima.

A defesa de Marco Buzzi

A defesa de Buzzi nega as acusações e questiona os depoimentos apresentados pelas vítimas, afirmando que o ministro é alvo de um conluio dentro do gabinete. Para sustentar sua inocência, foi anexado ao processo um laudo de disfunção erétil. Com a decisão desfavorável, os advogados de Buzzi devem acionar o STF para questionar o julgamento do STJ.

Próximos passos e repercussão

A decisão do STJ abre um precedente importante para casos de violações graves cometidas por magistrados. A perda do cargo, agora prevista como pena máxima, pode ser aplicada em situações semelhantes. A defesa de Buzzi promete recorrer ao STF, o que pode prolongar o caso. Enquanto isso, o ministro permanece afastado, aguardando a conclusão dos trâmites legais.

Perguntas Frequentes

O que significa a perda do cargo para Marco Buzzi?

A perda do cargo é a pena máxima aplicada a um magistrado. Com a decisão, Buzzi será afastado definitivamente do STJ, após a conclusão dos trâmites legais.

Qual foi a votação no STJ?

Participaram 28 dos 33 ministros, e a condenação foi decidida por maioria absoluta, com 15 votos favoráveis.

A PGR mudou seu entendimento?

Sim. Inicialmente, a PGR pediu aposentadoria compulsória, mas após a mudança nas regras de punição, recomendou a pena máxima, com perda do cargo.

O que a defesa de Buzzi alega?

A defesa nega as acusações, questiona os depoimentos e afirma que há um conluio no gabinete. Também anexou um laudo de disfunção erétil para sustentar a inocência.

Buzzi pode recorrer?

Sim. Os advogados de Buzzi devem acionar o STF para questionar o julgamento do STJ.

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