Superávit dos EUA com Brasil cresce 40% em junho
Os EUA tiveram superávit de US$ 1,7 bilhão com o Brasil em junho, alta de 40% sobre maio. No semestre, saldo positivo soma US$ 9,472 bilhões. Brasil é o 13º maior comprador.
Superávit dos EUA com Brasil cresce 40% em junho e país é o 13º maior comprador
Os Estados Unidos fecharam junho com superávit comercial de US$ 1,7 bilhão diante do Brasil, valor 40% superior aos US$ 1,217 bilhão registrados em maio. Nos primeiros seis meses do ano, a diferença positiva entre exportações e importações a favor dos americanos somou US$ 9,472 bilhões, segundo dados do Bureau de Análise Econômica (BEA).
Em junho, o déficit comercial geral dos EUA caiu 5,6%, para US$ 73,3 bilhões, conforme o BEA. A relação comercial bilateral permaneceu forte, a despeito das políticas restritivas aplicadas pelos americanos.
Exportações para o Brasil: US$ 4,837 bi em junho
As exportações americanas para o Brasil atingiram US$ 4,837 bilhões em junho, levando o acumulado do semestre a US$ 26,555 bilhões. Com esse volume, o Brasil assumiu a 13ª posição no ranking dos países que mais compram dos EUA.
Importações do Brasil: US$ 3,133 bi no mês
As importações americanas de produtos e serviços brasileiros somaram US$ 3,133 bilhões em junho. No acumulado de janeiro a junho, o total chegou a US$ 17,083 bilhões, o que coloca o Brasil no 17º posto entre os maiores vendedores para os EUA.
Maiores superávits e déficits comerciais dos EUA em junho
Entre os países e regiões com os maiores superávits comerciais para os EUA em junho, destacam-se:
- Países Baixos: US$ 7,2 bilhões
- América do Sul e Central: US$ 5,6 bilhões
- Hong Kong: US$ 3,2 bilhões
- Suíça: US$ 2,9 bilhões
- Reino Unido: US$ 2,2 bilhões
- Singapura: US$ 1,8 bilhão
- Arábia Saudita: US$ 1,8 bilhão
- Brasil: US$ 1,7 bilhão
- Austrália: US$ 1,3 bilhão
Por outro lado, os EUA registraram déficits expressivos com China (US$ 15,578 bilhões), México (US$ 21,341 bilhões), Vietnã (US$ 23,647 bilhões) e Taiwan (US$ 15,806 bilhões), entre outros.
O que o dado diz para o empresário brasileiro
Para o pequeno e médio empresário que depende do mercado americano, o número importa menos pelo valor absoluto e mais pela direção. O superávit americano cresceu 40% em um mês, e o Brasil segue como comprador relevante, o que indica demanda externa sustentada. Mas o mesmo relatório mostra que os EUA seguem comprando menos do Brasil do que vendem, e o saldo negativo brasileiro no semestre passa de US$ 9 bilhões.
Quem exporta precisa acompanhar a balança comercial americana como termômetro de competitividade. Se o déficit geral dos EUA cai, há espaço para políticas mais rígidas, e isso tende a apertar o cerco sobre importações. O caixa da empresa que vende para os EUA deve ser planejado com essa variável, não com a euforia de um único mês.
Perguntas Frequentes
Qual foi o superávit dos EUA com o Brasil em junho?
Foi de US$ 1,7 bilhão, 40% acima do registrado em maio, segundo o BEA.
Quanto os EUA exportaram para o Brasil em junho?
As exportações somaram US$ 4,837 bilhões, com acumulado de US$ 26,555 bilhões no semestre.
Qual a posição do Brasil no ranking de compradores dos EUA?
O Brasil ficou em 13º lugar entre os países que mais compram dos EUA, e em 17º entre os que mais vendem.
Qual foi o déficit comercial geral dos EUA em junho?
O déficit caiu 5,6%, para US$ 73,3 bilhões, conforme o BEA.