Economia

Superávit dos EUA com Brasil cresce 40% em junho

ResumoO superávit comercial dos Estados Unidos com o Brasil atingiu US$ 1,7 bilhão em junho, registrando crescimento de 40% em relação a maio. No primeiro semestre, o saldo positivo acumulado dos EUA frente ao Brasil totalizou US$ 9,472 bilhões. O Brasil ocupa a posição de 13º maior comprador de produtos norte-americanos no período.

Os EUA tiveram superávit de US$ 1,7 bilhão com o Brasil em junho, alta de 40% sobre maio. No semestre, saldo positivo soma US$ 9,472 bilhões. Brasil é o 13º maior comprador.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 04 de agosto de 2026
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Superávit dos EUA com Brasil cresce 40% em junho e país é o 13º maior comprador

Os Estados Unidos fecharam junho com superávit comercial de US$ 1,7 bilhão diante do Brasil, valor 40% superior aos US$ 1,217 bilhão registrados em maio. Nos primeiros seis meses do ano, a diferença positiva entre exportações e importações a favor dos americanos somou US$ 9,472 bilhões, segundo dados do Bureau de Análise Econômica (BEA).

Em junho, o déficit comercial geral dos EUA caiu 5,6%, para US$ 73,3 bilhões, conforme o BEA. A relação comercial bilateral permaneceu forte, a despeito das políticas restritivas aplicadas pelos americanos.

Exportações para o Brasil: US$ 4,837 bi em junho

As exportações americanas para o Brasil atingiram US$ 4,837 bilhões em junho, levando o acumulado do semestre a US$ 26,555 bilhões. Com esse volume, o Brasil assumiu a 13ª posição no ranking dos países que mais compram dos EUA.

Importações do Brasil: US$ 3,133 bi no mês

As importações americanas de produtos e serviços brasileiros somaram US$ 3,133 bilhões em junho. No acumulado de janeiro a junho, o total chegou a US$ 17,083 bilhões, o que coloca o Brasil no 17º posto entre os maiores vendedores para os EUA.

Maiores superávits e déficits comerciais dos EUA em junho

Entre os países e regiões com os maiores superávits comerciais para os EUA em junho, destacam-se:

  • Países Baixos: US$ 7,2 bilhões
  • América do Sul e Central: US$ 5,6 bilhões
  • Hong Kong: US$ 3,2 bilhões
  • Suíça: US$ 2,9 bilhões
  • Reino Unido: US$ 2,2 bilhões
  • Singapura: US$ 1,8 bilhão
  • Arábia Saudita: US$ 1,8 bilhão
  • Brasil: US$ 1,7 bilhão
  • Austrália: US$ 1,3 bilhão

Por outro lado, os EUA registraram déficits expressivos com China (US$ 15,578 bilhões), México (US$ 21,341 bilhões), Vietnã (US$ 23,647 bilhões) e Taiwan (US$ 15,806 bilhões), entre outros.

O que o dado diz para o empresário brasileiro

Para o pequeno e médio empresário que depende do mercado americano, o número importa menos pelo valor absoluto e mais pela direção. O superávit americano cresceu 40% em um mês, e o Brasil segue como comprador relevante, o que indica demanda externa sustentada. Mas o mesmo relatório mostra que os EUA seguem comprando menos do Brasil do que vendem, e o saldo negativo brasileiro no semestre passa de US$ 9 bilhões.

Quem exporta precisa acompanhar a balança comercial americana como termômetro de competitividade. Se o déficit geral dos EUA cai, há espaço para políticas mais rígidas, e isso tende a apertar o cerco sobre importações. O caixa da empresa que vende para os EUA deve ser planejado com essa variável, não com a euforia de um único mês.

Perguntas Frequentes

Qual foi o superávit dos EUA com o Brasil em junho?

Foi de US$ 1,7 bilhão, 40% acima do registrado em maio, segundo o BEA.

Quanto os EUA exportaram para o Brasil em junho?

As exportações somaram US$ 4,837 bilhões, com acumulado de US$ 26,555 bilhões no semestre.

Qual a posição do Brasil no ranking de compradores dos EUA?

O Brasil ficou em 13º lugar entre os países que mais compram dos EUA, e em 17º entre os que mais vendem.

Qual foi o déficit comercial geral dos EUA em junho?

O déficit caiu 5,6%, para US$ 73,3 bilhões, conforme o BEA.

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