Taxas dos DIs despencam com avanço de Flávio nas pesquisas
As taxas dos DIs caíram pela quinta sessão consecutiva, com o fortalecimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. Veja os números e o impacto na curva de juros.
As taxas dos DIs caíram pela quinta sessão consecutiva nesta terça-feira, com o fortalecimento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. O movimento elimina prêmios na curva a termo, e a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), que teve novo capítulo no dia, contribuiu para a queda.
No fim da tarde, o DI para janeiro de 2028 estava em 13,515%, com baixa de 7 pontos-base ante o ajuste anterior. Na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 marcava 14,02%, com recuo de 21 pontos-base.
A pesquisa Quaest, divulgada na segunda-feira, mostrou Lula e Flávio com 41% das intenções de voto cada um no segundo turno, com margem de erro de 2 pontos. Já o levantamento BTG/Nexus desta terça-feira apontou o senador com 46%, contra 45% de Lula, empate técnico. As duas pesquisas motivaram a euforia nos mercados, impulsionando o Ibovespa e o real.
O analista Matheus Spiess, da Empiricus Research, comentou: "O entendimento de que a oposição tem chance de vencer tem crescido. Lá fora há certo pessimismo, mas o Brasil está descolado".
A crise no STF também pesou. O ministro André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência, Leandro Almada. O embate entre Mendonça e Alexandre de Moraes ganhou importância para a disputa eleitoral, já que Flávio é crítico de Moraes.
Os investidores também consolidam apostas de corte da Selic, hoje em 14%. Os ativos precificam quase 100% de probabilidade de corte de 25 pontos-base este mês. No Focus, economistas projetam Selic de 13,75% no fim do ano e 12% em 2027. O Tesouro vendeu 750 mil LFTs e 2,15 milhões de NTN-B em leilão regular.