Economia

Trump: opções contra Irã são colapso ou força máxima

ResumoDonald Trump, presidente dos Estados Unidos, apresentou duas opções contra o Irã: colapso econômico ou ataque com força máxima. A declaração, feita em entrevista, acusa negociadores iranianos de dissimulação e revela a estratégia de pressão máxima. A fala expõe disputa interna sobre munições e endurece o tom diplomático entre Washington e Teerã.

Em entrevista, Trump acusou o Irã de ser composto por negociadores dissimulados e listou duas opções: colapso econômico ou ataque com muita força. A fala expõe a estratégia de pressão máxima e a disputa interna sobre munições.

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 11 de agosto de 2026
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Trump diz que opções em relação ao Irã são deixar Teerã entrar em colapso econômico ou atacar com força máxima

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Irã de ser composto por "negociadores dissimulados" e apresentou duas opções para o conflito: deixar Teerã entrar em colapso econômico ou atingi-los "com muita, muita força". A declaração foi dada em entrevista à Real America's Voice, divulgada na noite de segunda-feira, e expõe a estratégia de pressão máxima que combina sanções e ameaças militares.

O que Trump disse sobre as opções contra o Irã?

Trump afirmou que está "meio que negociando" e descreveu os iranianos como "negociadores muito dissimulados". Ele detalhou uma das estratégias: "Faça o que estou fazendo agora: apenas vá levando na boa e veja como eles estão se saindo mal". A outra opção seria "atingi-los com muita, muita força".

A estratégia econômica: controle total sobre os ativos iranianos

Trump destacou que o Irã está em situação econômica delicada. "Economicamente, eles estão uma bagunça. Não conseguem pedir dinheiro emprestado", disse. Ele acrescentou que os EUA têm controle sobre os ativos iranianos congelados: "Nós controlamos o dinheiro deles, o que eles tinham, que é muito. Eles tinham muito, e nós temos controle total sobre isso. Sou o banqueiro deles".

Oscilação entre escalada e acordo de paz

Desde o início do conflito, no final de fevereiro, Trump tem oscilado entre ameaças de escalada e declarações de que um acordo de paz está iminente. O Paquistão afirmou nesta terça-feira que os EUA e o Irã estavam próximos de "algum tipo" de acordo. O Catar disse que as negociações sobre a gestão do Estreito de Ormuz estavam em estágio avançado, apesar dos relatos de novos ataques à navegação nas águas regionais.

A questão das munições e a culpa em Biden

Trump minimizou as preocupações com a escassez de munições, afirmando que os EUA estão "fabricando-as como loucos". Ele atribuiu a redução dos estoques ao antecessor, o ex-presidente Joe Biden: "Estamos bem em termos de munições... Mas a razão pela qual o estoque estaria mais baixo, e estamos produzindo-as como loucos, é porque ele (Biden) doou US$ 300 bilhões para a Ucrânia".

A Reuters informou na semana passada que o Exército dos EUA esgotou grande parte de seu estoque de mísseis de longo alcance de alta precisão durante a guerra, o que gerou preocupações quanto à prontidão das Forças Armadas para futuros conflitos.

O que muda com a declaração de Trump?

A fala de Trump reforça a abordagem de máxima pressão, mas também revela uma aposta na deterioração econômica do Irã como ferramenta de negociação. A menção ao controle dos ativos congelados indica que os EUA veem o poder financeiro como arma central. A atribuição da crise de munições a Biden, por outro lado, transfere o debate para o campo político interno, às vésperas de potenciais confrontos.

Como a comunidade internacional reage?

Enquanto Trump endurece o discurso, mediadores como Paquistão e Catar sinalizam avanços nas negociações. O Catar mencionou estágio avançado nas conversas sobre o Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de petróleo. A combinação de ameaças e canais abertos sugere que a estratégia americana busca manter o Irã sob pressão sem fechar a porta para um acordo.

Impactos para a economia e o mercado

A possibilidade de colapso econômico do Irã ou de ataque militar direto afeta diretamente o preço do petróleo e a estabilidade regional. O controle dos ativos congelados limita a capacidade iraniana de financiar importações e investimentos. A incerteza sobre o desfecho mantém o mercado atento às próximas movimentações de Trump e dos aliados regionais.

Perguntas Frequentes

Trump realmente disse que quer o colapso econômico do Irã?

Sim. Em entrevista à Real America's Voice, Trump afirmou que uma opção é "apenas deixar rolar" e permitir que Teerã entre em colapso econômico, além de mencionar a possibilidade de ataque com força máxima.

O que Trump disse sobre os negociadores iranianos?

Trump chamou os iranianos de "negociadores muito dissimulados" e disse que está "meio que negociando" com eles.

Por que Trump citou Biden na questão das munições?

Trump afirmou que o estoque de munições está mais baixo porque Biden doou US$ 300 bilhões para a Ucrânia, mas disse que os EUA estão produzindo munições em ritmo acelerado.

Há negociações em andamento entre EUA e Irã?

Segundo Paquistão e Catar, sim. O Paquistão disse que EUA e Irã estão próximos de "algum tipo" de acordo, e o Catar afirmou que as conversas sobre o Estreito de Ormuz estão em estágio avançado.

O que são os ativos iranianos congelados?

São recursos financeiros do Irã que estão sob controle dos EUA. Trump disse que os EUA têm "controle total" sobre esses ativos, referindo-se a eles como uma ferramenta de pressão econômica.

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