Economia

TSE amplia prazo para Meta preservar dados de perfis do PL

ResumoO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ampliou o prazo para a Meta preservar dados de dezenas de perfis investigados em ação do Partido Liberal (PL). A decisão do ministro Kassio Nunes Marques abrange mais de 4,6 mil anúncios e cerca de R$ 3 milhões em impulsionamento. A medida visa garantir a integridade das provas digitais durante a apuração eleitoral.

O TSE ampliou o prazo para a Meta preservar dados de dezenas de perfis investigados em ação do PL. A decisão, do ministro Kassio Nunes Marques, envolve mais de 4,6 mil anúncios e cerca de R$ 3 milhões em impulsionamento.

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 06 de agosto de 2026
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TSE amplia prazo para Meta preservar dados de perfis investigados em ação do PL

A Meta terá mais três dias para concluir a retenção de informações de dezenas de perfis do Facebook e do Instagram que são alvo de investigação eleitoral. A ampliação foi autorizada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, no âmbito de ação apresentada pelo Partido Liberal (PL). O caso envolve uma rede de contas que, segundo a legenda, teria impulsionado campanhas de ataque contra integrantes do partido, com foco no senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O que diz a ação do PL

O processo foi aberto após o PL afirmar ter identificado uma rede de contas usada para impulsionar ataques. Segundo a petição, os perfis apresentariam comportamento incomum: muitos tinham pouca audiência e existência temporária, mas investiram quantias expressivas em anúncios patrocinados para ampliar o alcance.

O partido reuniu um levantamento que aponta 51 páginas com características semelhantes. O material atribui a esses perfis mais de 4,6 mil anúncios patrocinados entre março e junho deste ano, responsáveis por aproximadamente 250 milhões de visualizações. A estimativa é de que as campanhas tenham consumido cerca de R$ 3 milhões, além de pagamentos em dólar e pesos colombianos, alcançando um público potencial entre 77 milhões e 137 milhões de brasileiros.

Por que a Meta pediu mais tempo

Ao solicitar a prorrogação, a Meta informou que já iniciou o cumprimento da determinação judicial, mas explicou que o processamento é complexo. Conforme a empresa, o material encaminhado pela Justiça reúne um relatório de 942 páginas e 2.694 endereços eletrônicos, o que demanda período adicional para que todos os dados sejam inseridos e validados em seus sistemas.

O que o PL quer com os dados

Além de pedir a exclusão dos anúncios questionados, o PL busca identificar quem está por trás das contas. Para isso, solicita que a plataforma preserve e posteriormente forneça informações como registros de acesso, dados de pagamento e identificação dos administradores dos perfis.

A eventual entrega desse conteúdo ao partido, entretanto, ainda será analisada pela relatora do processo, ministra Estela Aranha.

Próximos passos do processo

A decisão de Kassio Nunes Marques dá fôlego à Meta para concluir a retenção. O caso segue na relatoria de Estela Aranha, que decidirá sobre o compartilhamento das informações com o PL. Enquanto isso, os anúncios questionados seguem sob análise da Justiça Eleitoral.

Para quem acompanha o desenrolar, a pergunta central é: quem está por trás das contas e qual o impacto desse impulsionamento na campanha? A resposta depende do cruzamento dos dados que a Meta deve preservar.

Perguntas Frequentes

Por que o TSE ampliou o prazo para a Meta?

O ministro Kassio Nunes Marques atendeu ao pedido da Meta, que alegou complexidade no processamento de um relatório de 942 páginas e 2.694 endereços eletrônicos.

Quantos perfis estão sob investigação?

O PL aponta 51 páginas com características semelhantes, responsáveis por mais de 4,6 mil anúncios.

Qual o valor estimado do impulsionamento?

Cerca de R$ 3 milhões, além de pagamentos em dólar e pesos colombianos.

Quem vai decidir sobre a entrega dos dados ao PL?

A ministra Estela Aranha, relatora do processo no TSE.

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