Economia

Vendas no comércio crescem 0,5% em junho e sobem 1,9% no semestre

ResumoO comércio varejista brasileiro registrou alta de 0,5% nas vendas em junho e acumulou crescimento de 1,9% no primeiro semestre de 2024, conforme dados do IBGE. O resultado reflete a inflação mais baixa e o aumento do número de pessoas ocupadas, fatores que impulsionaram o consumo no período.

Vendas no comércio crescem 0,5% em junho e fecham o 1º semestre com alta de 1,9%, segundo o IBGE. Inflação menor e mais gente trabalhando explicam o resultado.

Aisha Mbeki
Aisha Mbeki Analista de economia internacional · 13 de agosto de 2026
Vendas no comércio crescem 0,5% em junho e sobem 1,9% no sem

Vendas no comércio crescem 0,5% em junho e sobem 1,9% no 1º semestre

As vendas no comércio crescem 0,5% na passagem de maio para junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro semestre, o avanço chega a 1,9% ante o mesmo período do ano passado. O resultado, divulgado pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), mostra um setor que segue em expansão, mas perde fôlego em alguns segmentos.

Resposta direta: As vendas no comércio cresceram 0,5% em junho ante maio e subiram 1,9% no 1º semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são da PMC, do IBGE, divulgada em 13 de agosto. A alta foi puxada pela desaceleração da inflação e pelo aumento do emprego.

O que os números de junho mostram

Na comparação com junho de 2025, a alta é de 2,9%. No acumulado de 12 meses, a variação positiva é de 1,6%. Já no segundo trimestre, houve recuo de 0,4% em relação aos três primeiros meses do ano.

O desempenho recente deixa o setor 0,8% abaixo do maior nível já registrado, atingido em março de 2026. Para o analista da pesquisa, Cristiano Santos, é o segundo patamar mais alto da série, iniciada em janeiro de 2000.

Santos explica que há um efeito estatístico: quando se está no ponto mais alto da série, é mais difícil continuar crescendo. Isso ajuda a entender a desaceleração recente.

Por que as vendas seguem subindo?

Dois fatores ajudam a explicar o avanço de junho. O primeiro é a desaceleração da inflação: o IPCA passou de 0,58% em maio para 0,16% em junho. O segundo é o aumento no número de pessoas trabalhando, com alta de 1,1% entre os meses.

Com preços mais contidos e mais gente empregada, o consumidor tem mais espaço para gastar. É um efeito que aparece direto no caixa do varejo.

O que acontece em cada segmento

Metade dos oito grupos de atividades pesquisados pelo IBGE apresentou alta na passagem de maio para junho. A outra metade ficou estável ou recuou.

No comércio varejista ampliado, que inclui atacado, veículos, material de construção e alimentos, o indicador recuou 1% de maio para junho. No semestre, porém, o avanço é de 1,9%. Em 12 meses, a alta é de 0,8%. Em junho, o varejo ampliado ficou 2,1% abaixo do pico de fevereiro de 2026.

O que isso significa para o resto da economia

A PMC é a terceira de três pesquisas conjunturais do IBGE. Antes, o instituto mostrou que a indústria recuou 1,8% de maio para junho, mas cresceu 1,5% no semestre. O setor de serviços ficou estável em junho (0%) e subiu 2% no primeiro semestre.

Ou seja: o comércio puxa a fila no semestre, enquanto indústria e serviços mostram ritmos diferentes. Para quem acompanha a economia, o conjunto indica um crescimento moderado, sem sobressaltos.

Como isso afeta o seu bolso

Se você sentiu os preços mais comportados em junho, não foi impressão. A inflação menor ajuda o poder de compra, e o emprego em alta dá mais segurança para gastar. Mas o recuo no segundo trimestre sugere que o ritmo pode esfriar nos próximos meses.

Para o varejo, o desafio é manter o patamar elevado. Para o consumidor, a dica é aproveitar o momento de preços estáveis para planejar compras de maior valor.

Perguntas Frequentes

As vendas no comércio cresceram quanto em junho?

As vendas cresceram 0,5% em junho, na comparação com maio, segundo a PMC do IBGE.

Qual foi a alta no primeiro semestre?

O comércio acumulou alta de 1,9% no primeiro semestre, ante o mesmo período de 2025.

Por que as vendas subiram em junho?

A desaceleração da inflação e o aumento do emprego foram os principais fatores citados pelo IBGE.

O que é o comércio varejista ampliado?

Inclui atividades como veículos, material de construção e alimentos, além do varejo tradicional. Em junho, esse indicador recuou 1%.

O comércio está no maior nível da série histórica?

Não. O setor está 0,8% abaixo do recorde de março de 2026, no segundo maior patamar da série iniciada em 2000.

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