Economia

Vorcaro depõe à PF em inquérito sobre Banco Master

ResumoDaniel Vorcaro, banqueiro controlador do Banco Master, presta depoimento à Polícia Federal nesta quinta-feira por videoconferência no inquérito sobre supostas fraudes. A oitiva ocorre após a PF recusar duas propostas de delação premiada apresentadas pela defesa. O depoimento marca a primeira manifestação formal de Vorcaro no caso.

O banqueiro Daniel Vorcaro vai depor nesta quinta-feira à Polícia Federal no inquérito sobre supostas fraudes do Banco Master. A oitiva, por videoconferência, será a primeira após a PF recusar duas propostas de delação premiada.

Fábio Quaresma
Fábio Quaresma Especialista em finanças pessoais · 26 de agosto de 2026
Vorcaro depõe à PF em inquérito sobre Banco Master

O banqueiro Daniel Vorcaro vai prestar depoimento nesta quinta-feira à Polícia Federal no inquérito que apura supostas fraudes cometidas pelo Banco Master. A oitiva será feita por videoconferência e está marcada para as 10 horas, direto da carceragem do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, o "Papudinha", onde ele está preso preventivamente desde junho.

Este será o primeiro depoimento com a nova configuração de sua defesa. O criminalista Daniel Bialski foi contratado para atuar junto com o advogado Sérgio Leonardo, amigo do banqueiro. A oitiva também é a primeira após a PF recusar duas propostas de delação premiada, considerando os anexos entregues "insuficientes" para trazer elementos novos às apurações.

O depoimento estava agendado para a última quinta, mas foi adiado a pedido da defesa, que alegou ainda não ter acesso a todos os autos. A expectativa é que Vorcaro fale sobre a articulação com ex-diretores do Banco Central na tentativa de impedir a liquidação do Master, que ocorreu em novembro de 2025. Segundo as investigações, dois ex-diretores do BC atuaram como "consultores" e "empregados" do banqueiro.

Na época da liquidação, Vorcaro foi detido sob suspeita de tentar fugir do país, o que ele nega. A liquidação extrajudicial foi decretada por ato do presidente do BC, Gabriel Galípolo, "em razão do comprometimento da situação econômico-financeira da instituição". A PF pode ainda abrir investigação para apurar lavagem de dinheiro ou evasão de divisas.

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