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Expansão Energética: Lucas Di Grassi Critica 'Transição'

O empresário Lucas Di Grassi defende uma nova perspectiva sobre a demanda global por energia, afirmando que o cenário atual é de "expansão energética", e não "transição". Segundo ele, diversas fontes de energia serão cruciais para suprir as necessidades futuras da humanidade, inc

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 05 de outubro de 2026
Expansão Energética: Lucas Di Grassi Critica 'Transição'

O empresário e ex-automobilista Lucas Di Grassi propõe uma mudança de terminologia para descrever o panorama energético global: "Precisamos mudar o termo transição energética, vivemos uma expansão energética". Ele defende que o mundo não está diante de uma competição entre diferentes fontes de energia, mas sim de uma necessidade crescente que exigirá "todo combustível", seja ele biocombustível, elétrico ou nuclear. Di Grassi, que foi embaixador do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) na causa do ar limpo, participou do Global Agribusiness Festival (GAFFFF) para discutir a descarbonização.

Di Grassi ressalta que o Brasil possui uma matriz energética majoritariamente renovável, com cerca de 85% de sua eletricidade proveniente de fontes limpas. Essa característica faz com que os carros elétricos, quando utilizados no país, não gerem emissões de carbono na fonte, um cenário distinto de nações que dependem mais de fontes não renováveis. Ele também menciona que muitos cálculos de emissão para veículos elétricos consideram toda a cadeia produtiva, incluindo a mineração de materiais para as baterias.

O etanol é apontado pelo ex-piloto como um componente vital na expansão energética brasileira. Segundo ele, o ciclo de carbono do etanol é neutro, pois a cana-de-açúcar absorve CO2 durante seu crescimento na mesma proporção que é emitido na queima do combustível. Apesar disso, Di Grassi lembra que os motores a combustão ainda liberam poluentes que afetam diretamente quem está próximo aos veículos.

A experiência de Di Grassi no automobilismo, que abrangeu desde a combustão até os carros elétricos e autônomos, evidencia como as inovações das pistas são transferidas para os veículos de rua. "O que acontece nas pistas vai para o carro de rua", afirma, citando exemplos como turbo e freio a disco. Sua mais recente empreitada foi no desenvolvimento de carros autônomos com inteligência artificial, inspirada no computador Deep Blue que derrotou um campeão mundial de xadrez, com o objetivo de criar veículos autônomos mais rápidos que pilotos humanos.

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