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Venezuela antecipa Natal em meio a crise e prisão de Maduro

A Venezuela deu início oficial aos festejos de Natal neste sábado, com o acendimento das luzes na capital, Caracas. A celebração ocorre em um cenário desafiador para o país, marcado pela prisão do ex-presidente Nicolás Maduro nos Estados Unidos e pela recuperação dos recentes ter

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 04 de novembro de 2026
Venezuela antecipa Natal em meio a crise e prisão de Maduro

A Venezuela iniciou oficialmente a temporada de Natal em 1º de novembro, mantendo a tradição de antecipar os festejos, mesmo diante de um cenário complexo. O país ainda lida com as consequências dos terremotos que assolaram diversas regiões em junho, resultando em mais de 6 mil mortos. Paralelamente, o ex-presidente Nicolás Maduro encontra-se preso nos Estados Unidos, aguardando julgamento.

A presidente interina, Delcy Rodríguez, liderou o ato de acendimento das luzes de Natal no Paseo Los Próceres, em Caracas. Em seu discurso, Rodríguez destacou que o Natal representa "uma oportunidade para o reencontro, a solidariedade e a cura das feridas que deixaram momentos difíceis vividos pelos venezuelanos durante este ano". O evento marcou a abertura oficial das Festas na Venezuela.

Atos semelhantes foram transmitidos pelo canal estatal Venezolana de Televisión (VTV) em outras localidades, como Trujillo, Zulia, Aragua e La Guaira. Este último estado foi o mais afetado pelo duplo terremoto de magnitude 7,2 e 7,5. "Este ano de 2026, vocês sabem que a Venezuela foi abalada por momentos dolorosos, mas chegou o dia 1º de novembro e o país inteiro está acendendo luzes para o Natal", afirmou Rodríguez.

Em anos anteriores, Nicolás Maduro comandava a cerimônia um mês antes, em 1º de outubro. Essa antecipação era frequentemente utilizada para confrontar os Estados Unidos, que mantinham sanções econômicas contra o país. Em 2025, por exemplo, Maduro declarou: "Ninguém, nem nada neste mundo tirará nosso direito à felicidade, à vida e à alegria". A prática de "adiantamento" do Natal por Maduro remonta a 2013, coincidindo com períodos de crise econômica.

Nicolás Maduro foi capturado em 3 de janeiro por tropas americanas, após incidentes em Caracas e arredores. A Venezuela teve que negociar com os EUA, cedendo inclusive a soberania sobre seu petróleo. Em outubro, a Justiça dos Estados Unidos acusou Maduro e sua esposa, Cilia Flores, de conspiração para cometer tortura, além de outras acusações como conspiração para importar cocaína e posse de armamentos. As penas podem chegar à prisão perpétua. O cenário atual, sem a presença de Maduro nos eventos públicos, marca uma nova fase para as celebrações natalinas venezuelanas.

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