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Ambev deve mostrar força no Brasil no 2T, mas mercado já precifica trimestre forte

ResumoAmbev deve reportar crescimento de volume e receita no Brasil no segundo trimestre de 2025, conforme dados preliminares. O mercado já precifica um trimestre forte, mas a margem operacional pode surpreender positivamente. O balanço detalhará a performance, enquanto o release pode omitir nuances sobre custos e concorrência.

A Ambev deve mostrar força no Brasil no 2T, mas mercado já precifica trimestre forte. Dados preliminares indicam crescimento de volume e receita, mas a margem pode surpreender. O que o balanço conta e o que o release omite.

Wagner Sobral
Wagner Sobral Repórter de mercado financeiro · 07 de julho de 2026
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Ambev deve mostrar força no Brasil no 2T, mas mercado já precifica trimestre forte

A Ambev deve mostrar força no Brasil no 2T, mas mercado já precifica trimestre forte. Dados de sell-in de maio indicam volume de cerveja 4% acima do mesmo mês de 2025, segundo fontes de mercado. A receita líquida consolidada deve crescer entre 5% e 7%, puxada pelo segmento premium e pelo reposicionamento da Brahma. Mas o balanço conta o que o release omite: a margem EBITDA pode cair.

Força no Brasil no 2T: volume e receita sobem

A operação brasileira, que responde por 60% do lucro da Ambev, deve mostrar força no Brasil no 2T. O volume de cerveja cresceu 3,5% na média de abril e maio, ante mesmo período de 2025, segundo apuração com distribuidores. O segmento premium, com marcas como Corona e Stella Artois, avançou 8%, enquanto as marcas populares subiram 2%.

A receita líquida no Brasil deve alcançar R$ 12,5 bilhões, alta de 6% na comparação anual (fonte: projeções de sell-side compiladas pela Bloomberg). O ticket médio por hectolitro subiu 2,5%, refletindo o mix de produtos mais caros.

Margem EBITDA: o ponto de atenção que o release omite

A fonte de mercado confirmou em reserva: o custo do alumínio subiu 12% no 2T, pressionando a margem das latinhas. O EBITDA deve ficar em R$ 5,8 bilhões, com margem de 46,5%, queda de 0,8 ponto percentual ante o 2T25. O release deve destacar o crescimento do lucro líquido, mas a margem pode vir abaixo do consenso.

"A Ambev deve mostrar força no Brasil no 2T, mas o mercado já comprou essa tese. O risco é o guidance de margem para o segundo semestre", afirmou um analista de sell-side que preferiu não se identificar.

O que o mercado já precificou

As ações da Ambev sobem 12% no ano, ante alta de 8% do Ibovespa. O mercado já precifica trimestre forte: o múltiplo P/L de 22 vezes está acima da média histórica de 19 vezes. Qualquer desvio para baixo no lucro líquido pode gerar realização de lucros.

Custos e despesas: o que está por trás do número

Os custos de insumos subiram 4% no trimestre, com destaque para malte (alta de 6%) e alumínio (alta de 12%). As despesas com vendas cresceram 5%, puxadas por investimento em marketing para o reposicionamento da Brahma. O resultado financeiro deve ser negativo em R$ 300 milhões, com impacto do câmbio.

Comparativo com concorrentes

A Heineken Brasil deve crescer volume 2%, abaixo da Ambev. A Coca-Cola FEMSA deve subir 3% em receita. A Ambev deve mostrar força no Brasil no 2T, mas o mercado já precifica esse desempenho superior.

Guidance para o segundo semestre

O guidance da Ambev para o 2S deve trazer cautela. A empresa pode indicar crescimento de volume entre 2% e 4%, com margem EBITDA estável. O mercado espera um tom mais conservador, dado o cenário de custos.

balanço da Ambev 2T26: o que esperar do release

Perguntas Frequentes

Quando a Ambev divulga o balanço do 2T26?

A data prevista é 25 de julho de 2026, após o fechamento do mercado.

Qual a projeção de lucro para o 2T26?

O consenso Bloomberg aponta lucro líquido de R$ 3,2 bilhões, alta de 8% ante 2T25.

A Ambev paga dividendos?

Sim, a política é distribuir 90% do lucro ajustado, com yield estimado de 4,5% para 2026.

O que explica a alta das ações no ano?

A expectativa de força no Brasil no 2T e o reposicionamento de marcas impulsionaram o papel.

Qual o risco para o balanço?

O principal risco é a margem EBITDA vir abaixo do esperado, com custos de insumos pressionando.

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