Requin dobra equipe e mira R$ 2,5 bi em custódia
A Requin Capital, assessoria da rede XP, quer chegar a R$ 2,5 bilhões em custódia até 2027. Com equipe dobrada e nova frente de consultoria, o escritório acelera. Entenda o impacto para clientes e mercado.
A Requin Capital, assessoria de investimentos da rede XP, traçou uma meta ousada: chegar a R$ 2,5 bilhões em custódia até o fim de 2027. Segundo Juliana Livonates, sócia-fundadora, o escritório começou 2026 com cerca de R$ 1 bilhão e hoje administra aproximadamente R$ 1,3 bilhão. O plano inclui dobrar a receita até o próximo ano e seguir ampliando a equipe, com operações em Recife e Fortaleza.
A expansão já é visível nos números. A Requin encerrou 2025 com 18 profissionais e hoje conta com 37. Entre os assessores, o salto foi de 12 para 27 no mesmo período. O recrutamento, segundo Juliana, tem atraído profissionais que atuam em bancos, e a XP participa do processo, indicando nomes e acompanhando entrevistas.
Para acomodar o time maior, o escritório alugou uma nova sala em Recife, no mesmo prédio onde já opera. O espaço tem aproximadamente o dobro do tamanho do atual e antes era ocupado pela área de private banking do Bradesco. A mudança era necessária: o local atual, usado há dois anos e meio, já não comporta os novos contratados.
Além da estrutura, a Requin lançou há cerca de dois meses um serviço de consultoria de investimentos, usando uma estrutura da XP. A modalidade consolida em um único relatório os investimentos que o cliente mantém em diferentes instituições financeiras. Diferente da gestão discricionária, aqui as orientações são apresentadas ao cliente, que mantém a decisão final sobre os aportes.
Cerca de R$ 300 milhões já estão vinculados à consultoria, montante que não deve ser comparado diretamente com a custódia de R$ 1,3 bilhão, pois o serviço considera recursos em outras casas. Para Juliana, a novidade também ajuda a atrair profissionais de bancos, já que não exige transferência total dos recursos do cliente.
"Eu capto muito o profissional de banco", afirma a executiva, que vê espaço para a consultoria fora dos grandes centros. No curto prazo, porém, a prioridade é consolidar o crescimento. "A gente já dobrou de tamanho e agora precisa acomodar todo mundo que contratou", projeta Juliana, reforçando a meta de R$ 2,5 bilhões para o próximo ano.