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B3 (B3SA3) lucro líquido recorrente de R$1,4 bi no 2º tri, alta de 8%

ResumoB3 (B3SA3) registrou lucro líquido recorrente de R,4 bilhão no segundo trimestre de 2025, com alta de 8% ante o mesmo período de 2024. A receita líquida atingiu R$2,8 bilhões, crescimento de 8,8%. O resultado veio em linha com as projeções da LSEG, conforme balanço divulgado na terça-feira.

A B3 (B3SA3) teve lucro líquido recorrente de R$1,4 bilhão no segundo trimestre, avanço de 8% frente ao mesmo período de 2025. Receita líquida somou R$2,8 bilhões, alta de 8,8%. O balanço, divulgado nesta terça-feira, veio em linha com as estimativas da LSEG.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 11 de agosto de 2026
B3 (B3SA3) lucro líquido recorrente de R$1,4 bi no 2º tri, a

B3 (B3SA3) tem lucro líquido recorrente de R$1,4 bi no 2º tri, alta anual de 8%

A B3 (B3SA3) reportou lucro líquido recorrente de R$1,4 bilhão no segundo trimestre de 2026, um avanço de 8% na comparação com o mesmo intervalo de 2025. O número veio praticamente em linha com as estimativas compiladas pela LSEG, que projetavam R$1,46 bilhão. A receita líquida somou R$2,8 bilhões, alta de 8,8% na base anual, também perto do consenso de R$2,7 bilhões.

A B3 (B3SA3) teve lucro líquido recorrente de R$1,4 bilhão no segundo trimestre, com alta de 8% ante o mesmo período de 2025. A receita líquida avançou 8,8%, para R$2,8 bilhões. O balanço, divulgado nesta terça-feira, veio em linha com as estimativas da LSEG, que apontavam lucro de R$1,46 bilhão.

O que explica o resultado da B3 no 2º trimestre?

O desempenho veio sustentado por duas frentes: receitas recorrentes em aceleração e um mercado de capitais retomando fôlego. As receitas pró-cíclicas, formadas por derivativos e renda variável, subiram 7,9%. Já as receitas recorrentes avançaram 17,3%, um sinal de que a diversificação começa a pesar mais no resultado.

As despesas, porém, cresceram em ritmo maior: somaram R$975,6 milhões, alta de 15,5% na base anual. Ainda assim, o Ebitda recorrente ficou em R$1,9 bilhão, o que mostra margem operacional confortável.

Renda variável: ADTV cresce 20% e BDRs avançam 42%

No segmento de renda variável, o volume médio diário negociado (ADTV) atingiu R$31,3 bilhões, crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre os destaques, os BDRs registraram expansão de 42% nos volumes, enquanto os fundos listados avançaram 74%, refletindo maior interesse dos investidores por esses produtos.

A leitura que a gente faz: o investidor está buscando exposição diversificada, e a B3 está capturando isso via produtos que antes eram nicho.

Mercado de capitais: primeiro IPO em cinco anos

O trimestre também marcou a retomada mais relevante do mercado de capitais brasileiro nos últimos anos. As ofertas públicas somaram R$11,6 bilhões, incluindo um IPO de R$3 bilhões, o primeiro realizado em cinco anos, além de R$8,6 bilhões captados por meio de follow-ons.

Esse dado merece atenção. Não é todo trimestre que a bolsa vê um IPO desse porte. Para quem acompanha o ciclo, é um sinal de que a janela de abertura de capital pode estar se reabrindo, ainda que de forma seletiva.

Derivativos: receita estável em cenário desafiador

Na área de derivativos, a receita permaneceu praticamente estável mesmo diante de um cenário mais desafiador para os volumes negociados. Segundo a companhia, o resultado foi sustentado pela recuperação observada em junho, que se tornou o segundo melhor mês em volume dos últimos 12 meses, além da eficiência do modelo de tarifação.

Ou seja: a B3 não depende só de volume para manter a receita. O modelo de preços ajuda a suavizar o impacto de meses fracos.

Receitas recorrentes: a estratégia de diversificação ganha corpo

As receitas recorrentes seguiram ganhando relevância no resultado da B3, com destaque para o crescimento de 22% em Soluções Analíticas de Dados (Trillia), de 17% em Renda Fixa e Crédito, de 26% em Soluções para Mercado de Capitais e de 16% em Tecnologia e Plataformas. O desempenho reforça a estratégia da companhia de ampliar sua atuação para além das receitas diretamente ligadas à atividade de negociação.

Aqui a gente separa a tecnologia do hype. O crescimento de Trillia, por exemplo, mostra que a B3 está monetizando dados, um ativo que poucas empresas de infraestrutura de mercado conseguem explorar com eficiência.

O que esperar dos próximos trimestres?

A pergunta que fica é: esse ritmo de receitas recorrentes se sustenta? Depende. Se o mercado de capitais continuar aquecido, com novos IPOs e follow-ons, a B3 tende a se beneficiar duplamente, tanto na renda variável quanto nas soluções para mercado de capitais. Por outro lado, as despesas em alta de 15,5% merecem acompanhamento, pois podem pressionar a margem se a receita desacelerar.

Para o investidor, o ponto central é entender que a B3 não é mais apenas uma bolsa. Ela está se transformando em uma plataforma de serviços financeiros, com receitas menos voláteis e mais previsíveis. Isso pode justificar um múltiplo maior, mas também traz riscos de execução.

Perguntas Frequentes

Qual foi o lucro líquido da B3 no segundo trimestre?

A B3 teve lucro líquido recorrente de R$1,4 bilhão no segundo trimestre, alta de 8% na comparação anual.

Quanto foi a receita líquida da B3 no 2º tri?

A receita líquida somou R$2,8 bilhões, avanço de 8,8% na base anual.

O que impulsionou o resultado da B3?

O resultado foi puxado pelas receitas recorrentes, que subiram 17,3%, e pela retomada do mercado de capitais, com ofertas públicas de R$11,6 bilhões.

As despesas da B3 aumentaram?

Sim, as despesas somaram R$975,6 milhões, alta de 15,5% na comparação anual.

A B3 realizou algum IPO no trimestre?

Sim, houve um IPO de R$3 bilhões, o primeiro em cinco anos, além de follow-ons que somaram R$8,6 bilhões.

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