Embraer (EMBJ3) dispara e supera R$ 100 após balanço
As ações da Embraer (EMBJ3) disparam nesta segunda-feira (10), após a divulgação dos resultados do segundo trimestre e novas projeções otimistas para o acumulado do ano. Na máxima da manhã, os papéis tocaram R$ 101,22, mas reduziam os ganhos para uma alta de 5,3%, a R$ 97,42.
Embraer (EMBJ3) dispara e supera R$ 100 após balanço com resultado acima do esperado
As ações da Embraer (EMBJ3) disparam nesta segunda-feira (10), após a divulgação dos resultados do segundo trimestre e novas projeções otimistas para o acumulado do ano. Na máxima da manhã, os papéis da fabricante de aeronaves tocaram os R$ 101,22, mas reduziam os ganhos, por volta das 11h, para uma alta de 5,3%, a R$ 97,42.
O lucro líquido ajustado atingiu R$ 1,113,6 bilhão no trimestre, montante 25,1% superior ao reportado no mesmo intervalo do ano passado. A companhia elevou sua projeção de fluxo de caixa livre para 2026, que agora deve somar US$ 400 milhões ou mais, o dobro do piso previsto anteriormente, de US$ 200 milhões.
Por que a Embraer subiu tanto hoje?
A reação do mercado reflete um balanço que veio acima do esperado, com crescimento de receita, recuperação de rentabilidade e forte geração de caixa. A XP Investimentos avaliou como sólidos os resultados, destacando esses três pontos. O Itaú BBA também avaliou como positivos os números, com o EBIT ajustado superando as estimativas já otimistas do banco.
Os números do balanço da Embraer no 2º trimestre
A receita líquida alcançou US$ 2,2 bilhões, alta de 23% na comparação anual, impulsionada pelo crescimento de todos os segmentos, com destaque para Aviação Executiva e Defesa. A margem EBIT recorrente (lucro antes de juros e impostos) atingiu 10,2%, acima das estimativas da XP e do consenso do mercado, avançando 2,7 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. O fluxo de caixa livre (FCF) somou US$ 401 milhões, beneficiado pelo desempenho operacional mais forte e pela dinâmica de PDPs (pagamentos antecipados de clientes).
O que dizem os analistas da XP sobre a Embraer
Segundo os analistas Lucas Laghi, Fernanda Urbano e Guilherme Nippes, a receita líquida alcançou US$ 2,2 bilhões, alta de 23% na comparação anual. Eles destacam que a margem EBIT recorrente superou as estimativas, reduzindo preocupações sobre a trajetória de rentabilidade após os resultados anteriores. A XP reiterou sua visão positiva, enxergando uma combinação atraente de crescimento de lucros, visibilidade da carteira de pedidos e potencial de expansão que permanece subestimada pelo mercado.
O que diz o Itaú BBA sobre a Embraer
O Itaú BBA também avaliou como positivos os resultados, destacando que o EBIT ajustado superou as estimativas já otimistas do banco, impulsionado por uma melhora nas dinâmicas operacionais. A instituição já esperava uma reação positiva das ações e mantém a Embraer como sua principal escolha no setor. A revisão das projeções para margem EBIT e geração de fluxo de caixa livre (FCF) deve levar a um aumento do consenso do mercado para 2026, embora o impacto esperado para 2027 seja menor. O banco avalia que o resultado do segundo trimestre pode contribuir para uma reprecificação das ações.
Perspectivas da Embraer: produção, Defesa e eVTOL
A Embraer destacou uma perspectiva de aceleração da lucratividade nos próximos anos, com o CEO afirmando que o crescimento do lucro deve superar o avanço da receita. A companhia vê espaço para ganhos de rentabilidade na aviação comercial e espera melhorar o nivelamento da produção a partir de 2027.
No setor de Defesa, o atual cenário geopolítico tem impulsionado a demanda, com países acelerando campanhas de vendas. A expectativa é que o segmento represente 12% a 15% da receita em 2030, com rentabilidade crescente.
A capacidade de produção não será um limitador para o crescimento. Até 2030, a Embraer espera alcançar capacidade de produção de 110 a 120 aeronaves comerciais por ano. Na Eve, fabricante de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), a expectativa é que os primeiros veículos entrem em operação no Brasil e nos Estados Unidos a partir de 2028. A empresa possui atualmente cerca de 3 mil cartas de intenção de compra, além de alguns pedidos firmes.
O que esperar das ações EMBJ3 daqui para frente
Para o Itaú BBA, a tese de investimento permanece intacta. No entanto, o banco avalia que a combinação de um trimestre forte com a elevação das projeções para 2026 deve colocar a Embraer no radar de um número maior de investidores. A instituição destaca que a companhia é, surpreendentemente, pouco acompanhada pelos investidores locais. Segundo o banco, a Embraer está entre as empresas tecnologicamente mais avançadas do Brasil, com uma trajetória clara de crescimento de dois dígitos nos próximos anos e riscos positivos para as estimativas.
A Embraer ainda afirmou que o contexto atual tem sido favorável tanto para Defesa quanto para aviação comercial, e espera avanços significativos do programa eVTOL ao longo deste ano e no início de 2027. como investir em ações da Embraer o que é fluxo de caixa livre eVTOL e o futuro da mobilidade aérea
Perguntas Frequentes
A Embraer subiu quanto hoje?
As ações da Embraer (EMBJ3) subiram 5,3%, a R$ 97,42, por volta das 11h, após tocar a máxima de R$ 101,22 na manhã desta segunda-feira (10).
Qual foi o lucro da Embraer no segundo trimestre?
O lucro líquido ajustado atingiu R$ 1,113,6 bilhão no trimestre, montante 25,1% superior ao reportado no mesmo intervalo do ano passado.
O que a XP e o Itaú BBA disseram sobre a Embraer?
A XP avaliou como sólidos os resultados, destacando crescimento de receita, recuperação de rentabilidade e forte geração de caixa. O Itaú BBA também avaliou como positivos, mantendo a Embraer como principal escolha no setor.
Qual a projeção de fluxo de caixa da Embraer para 2026?
A companhia elevou sua projeção de fluxo de caixa livre para 2026, que agora deve somar US$ 400 milhões ou mais, o dobro do piso previsto anteriormente, de US$ 200 milhões.
Quando os eVTOLs da Eve devem entrar em operação?
A expectativa é que os primeiros veículos entrem em operação no Brasil e nos Estados Unidos a partir de 2028, com cerca de 3 mil cartas de intenção de compra já existentes.