Investimentos

Ações para acompanhar hoje: Embraer, Lavvi, JBS e mais

ResumoEmbraer (EMBJ3) divulga resultado financeiro nesta segunda-feira (10), com destaque para a entrega de aeronaves e receita líquida. Lavvi (LAVV3) anuncia programa de recompra de ações, enquanto Iguatemi (IGTI11) conclui venda de ativo e Tegma (TGMA3) realiza aquisição estratégica. Movimentos corporativos adicionais incluem JBS (JBSS3) e outras companhias listadas no radar de mercado.

O radar desta segunda-feira (10) traz o resultado da Embraer (EMBJ3), além de recompra da Lavvi, venda da Iguatemi, compra da Tegma e mais movimentos corporativos.

Tânia Lustosa
Tânia Lustosa Colunista de economia e sociedade · 10 de agosto de 2026
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Embraer, Lavvi, JBS, Iguatemi, Tegma e mais ações para acompanhar hoje

O radar corporativo desta segunda-feira (10) começa com um número que define o tom do dia: a Embraer (EMBJ3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,113,6 bilhão no segundo trimestre de 2026 (2T26), montante 25,1% superior ao mesmo intervalo de 2025. O resultado, porém, não é o único movimento relevante. Itaúsa (ITSA4), Caixa Seguridade (CXSE3), JBS (BDR: JBSS32) e Natura (NATU3) também reportam seus números ao longo do dia, enquanto Lavvi (LAVV3), Iguatemi (IGTI11) e Tegma agitam o noticiário com operações societárias.

Para quem acompanha o mercado, a pergunta não é apenas quanto as empresas ganharam, mas quem paga a conta de cada movimento. Nesta segunda, há recompra de ações, venda de participações, ajustes de preço e uma aquisição que muda o mapa de um setor inteiro.

Resultado da Embraer: lucro de R$ 1,1 bilhão no 2T26

A Embraer (EMBJ3) é o destaque do dia. A companhia reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,113,6 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 25,1% ante o mesmo período de 2025. O número veio acompanhado de uma revisão para cima na projeção de fluxo de caixa livre para 2026.

Agora, a expectativa é de fluxo de caixa livre de US$ 400 milhões ou mais, o dobro do piso anterior, de US$ 200 milhões. A revisão indica que a companhia enxerga mais geração de caixa à frente, o que tende a ser bem recebido por quem analisa a saúde financeira do negócio.

Lavvi aprova recompra de até 7,4 milhões de ações

A Lavvi (LAVV3) aprovou, por meio do Conselho de Administração, um novo programa de recompra de até 7,4 milhões de ações de emissão da companhia. A medida dá à empresa margem para adquirir papéis no mercado, o que costuma sinalizar confiança da administração no valor do ativo.

Para o acionista, a recompra pode ter dois efeitos: reduz a quantidade de papéis em circulação e, em tese, sustenta o preço. Mas é preciso ler o movimento com cautela, já que o programa é autorização, não obrigação de compra.

Iguatemi vende participação em 5 ativos por R$ 876 milhões

A Iguatemi (IGTI11) anunciou a venda de participações em cinco ativos imobiliários ao TRX Real Estate Fundo de Investimento Imobiliário (TRXF11) por R$ 876,1 milhões. A operação foi fechada com cap rate médio de 7,3%, considerando o resultado operacional (NOI) dos últimos 12 meses.

O cap rate é um indicador que relaciona o retorno do imóvel ao preço pago. Nesse caso, 7,3% é um número que ajuda a entender o quanto o comprador espera receber de aluguel ou renda em relação ao valor investido. Para a Iguatemi, a venda libera caixa e reduz exposição a determinados ativos.

Tegma compra 70% da Transcopa por R$ 99,4 milhões

A Tegma, por meio da controlada Tegma Cargas Especiais (TCE), celebrou contrato para comprar 70% das ações da TSS Holding, holding do grupo Transcopa. A operação será fechada por R$ 99,4 milhões, o que corresponde a uma avaliação do equity value em R$ 142 milhões, ambos os valores em uma base livre de dívida líquida.

A aquisição amplia a atuação da Tegma em um segmento específico de logística. O valor pago indica quanto a companhia está disposta a desembolsar para ganhar escala e capacidade operacional.

Valorant compra 34,46% da Atom Educação após não realizar OPA

A Valorant Capital comprou 34,46% do capital da Atom Educação, após não realizar dentro do prazo legal a oferta pública de aquisição de ações (OPA) prevista na operação de aquisição de controle da companhia, que implicava a compra de 50,10% da Atom Educação.

O movimento levanta uma questão relevante: quando uma empresa adquire o controle e não conclui a OPA no prazo, o acionista minoritário fica em situação de espera. A compra de 34,46% reduz a fatia que ficou sem oferta, mas não elimina a pendência jurídica.

Americanas conclui ajuste de preço da Fan Store (BandUP!)

A Americanas concluiu o ajuste de preço da aquisição da Fan Store Entretenimento (BandUP!), elevando o valor final da operação para R$ 162,05 milhões, ante R$ 152,90 milhões previstos inicialmente. Após os R$ 20 milhões pagos à vista no fechamento, o saldo será quitado em cinco parcelas anuais de R$ 28,41 milhões, corrigidas por 100% do CDI.

O ajuste mostra que o preço final de uma aquisição pode mudar após o fechamento, dependendo de cláusulas contratuais. Quem acompanha o caso deve ficar atento ao impacto no fluxo de caixa da companhia nos próximos anos.

Axia Energia inicia negociação de ADRs no mercado de balcão dos EUA

A Axia Energia iniciou a negociação de seus ADRs no mercado de balcão dos EUA (OTC), sob os códigos AXIAY, para ações ordinárias, e AXICY, para ações preferenciais classe C. A companhia também protocolou o Formulário 15F na SEC para encerrar seu registro e suspender as obrigações de reporte nos EUA. O cancelamento deverá entrar em vigor 90 dias após o protocolo.

O movimento é um passo atrás em relação ao mercado americano, já que a empresa busca reduzir custos de compliance ao deixar de ser registrada na SEC. Para o investidor, o efeito prático é uma menor transparência de informações no curto prazo.

Brava Energia: distrato do acordo de acionistas

A Brava Energia (BRAV3) informou o distrato do acordo de acionistas da companhia, que tinha como objetivo regular o exercício do direito de voto e o modo de transferência das ações de emissão da Brava detidas pelos signatários. A partir de 6 de agosto de 2026, restou extinto, sem necessidade de qualquer formalidade adicional, o acordo de acionistas.

O distrato elimina um mecanismo de governança que organizava o controle. Para o mercado, isso pode significar maior dispersão do poder de voto, o que nem sempre é positivo para a estabilidade da gestão.

O que esperar do restante do dia

Além dos movimentos já anunciados, o mercado aguarda os resultados de Itaúsa (ITSA4), Caixa Seguridade (CXSE3), JBS (BDR: JBSS32) e Natura (NATU3) ao longo do dia. Cada um desses números traz uma leitura própria sobre o setor em que atua.

No caso da JBS, o resultado é acompanhado de perto por quem quer entender o ciclo de proteínas. Na Natura, a atenção está na recuperação de margens. Na Caixa Seguridade, o foco é a venda de seguros e a distribuição de dividendos. Na Itaúsa, a leitura é sobre a holding que concentra participações relevantes.

Perguntas Frequentes

Quando a Embraer divulga o resultado do 2T26?

A Embraer (EMBJ3) reportou seu resultado do segundo trimestre de 2026 nesta segunda-feira (10), com lucro líquido ajustado de R$ 1,113,6 bilhão, alta de 25,1% ante o mesmo período de 2025.

O que é cap rate e por que importa na venda da Iguatemi?

Cap rate é um indicador que relaciona o retorno operacional de um imóvel ao seu preço. Na venda da Iguatemi (IGTI11) ao TRX Real Estate, o cap rate médio foi de 7,3%, considerando o NOI dos últimos 12 meses.

Por que a Valorant comprou 34,46% da Atom Educação?

A Valorant Capital comprou a fatia após não realizar dentro do prazo legal a OPA prevista na operação de aquisição de controle, que implicava a compra de 50,10% da Atom Educação.

Qual o valor final da aquisição da Fan Store pela Americanas?

O valor final foi ajustado para R$ 162,05 milhões, ante R$ 152,90 milhões iniciais. O saldo será pago em cinco parcelas anuais de R$ 28,41 milhões, corrigidas por 100% do CDI.

O que muda com o distrato do acordo de acionistas da Brava Energia?

O acordo, que regulava o direito de voto e a transferência de ações, foi extinto a partir de 6 de agosto de 2026, sem necessidade de formalidade adicional, o que altera a estrutura de governança da companhia.

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