Gerdau GGBR4 cai forte e vira para alta com 2T acima do esperado
A Gerdau (GGBR4) abriu em forte queda nesta quarta-feira (5), mas reverteu para alta após o 2T26 superar expectativas. Analistas do Itaú BBA, XP, JPMorgan e Morgan Stanley avaliam o resultado.
Gerdau (GGBR4) oscila entre queda e alta após 2T26 superar projeções
Se você acompanha a Gerdau (GGBR4), viu um dia de montanha-russa nesta quarta-feira (5). As ações abriram em queda forte, chegaram a perder 5,53%, cotadas a R$ 24,44, mas viraram para alta e fecharam com ganhos de 1,70%, a R$ 26,31. O motivo: o balanço do segundo trimestre de 2026 veio acima do que o mercado esperava.
O Itaú BBA classificou o resultado como positivo. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) atingiu cerca de R$ 3,43 bilhões no trimestre, alta de 16% na comparação trimestral e aproximadamente 5% acima do consenso de mercado.
Segundo o banco, a América do Norte respondeu por dois terços da surpresa positiva, impulsionada por preços acima do esperado. O Brasil contribuiu com o restante, refletindo melhor performance em custos.
O que dizem os analistas sobre a Gerdau
O Itaú BBA segue construtivo para o segundo semestre de 2026 (2S26), principalmente pela expansão das margens na América do Norte após reajustes de preços. A carteira de pedidos superior a 100 dias e um cenário macroeconômico favorável sustentam a visão. No Brasil, porém, a recuperação deve ser gradual, com ambiente de preços mais desafiador. O banco manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 27.
Já os analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano, da XP Investimentos, destacaram que o desempenho foi puxado pela operação na América do Norte, com avanço de preços e volumes e carteira de pedidos acima de 100 dias. No Brasil, a margem cresceu 1 ponto percentual, apoiada por preços e volumes maiores, que compensaram parcialmente o aumento de custos.
A XP também citou a geração de fluxo de caixa livre de R$ 300 milhões, apesar do consumo de cerca de R$ 1 bilhão em capital de giro por causa do aumento dos estoques. A corretora mencionou ainda o anúncio de dividendos de R$ 0,23 por ação e o programa de recompra, com aproximadamente 31% concluído. Para os analistas, a Gerdau segue como a principal escolha da XP no setor de Metais & Mineração.
Reajustes de preços e eficiência operacional
O JPMorgan avaliou os resultados como sólidos, acima das projeções em todas as regiões. O Ebitda consolidado de R$ 3,4 bilhões ficou 3,7% acima da projeção do banco, que prevê revisão positiva das estimativas de consenso. A empresa também anunciou reajustes de preços para distribuidores e vigas na América do Norte, o que deve elevar as estimativas para a região. O banco reiterou compra e preço-alvo de R$ 32.
O Morgan Stanley, por sua vez, atribuiu o Ebitda acima do esperado à redução dos custos dos produtos vendidos (CPV) em caixa, com queda de 1%, e das despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A), que recuaram 6%. A melhora na eficiência operacional contribuiu para o resultado mais forte. O banco manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 26.
Perguntas Frequentes
Por que a ação da Gerdau caiu e depois subiu?
As ações abriram em queda de 5,53%, mas viraram para alta de 1,70% após o mercado digerir o 2T26, que superou as projeções de analistas.
Qual foi o Ebitda da Gerdau no 2T26?
O Ebitda foi de cerca de R$ 3,43 bilhões, alta de 16% na comparação trimestral e aproximadamente 5% acima do consenso, segundo o Itaú BBA.
A Gerdau paga dividendos?
Sim, a empresa anunciou dividendos de R$ 0,23 por ação, conforme destacou a XP Investimentos.
Qual o preço-alvo para GGBR4?
Os bancos têm visões diferentes: Itaú BBA projeta R$ 27, JPMorgan R$ 32 e Morgan Stanley R$ 26, todos com recomendação de compra, exceto o Morgan Stanley, que é neutro.
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