Investimentos

Grupo SBF, São Martinho, Terra Santa: resultados do 2T

ResumoGrupo SBF registrou lucro líquido de R$ 130,5 milhões no 2T26, alta de 180,9% ante o mesmo período do ano anterior. São Martinho apresentou recuo de 39,3% no resultado, enquanto Terra Santa reportou prejuízo no trimestre. Ferbasa reverteu o desempenho negativo. Os balanços refletem dinâmicas setoriais distintas entre varejo, açúcar e energia e mineração.

Grupo SBF lucra R$ 130,5 mi no 2T26 (alta de 180,9%); São Martinho recua 39,3%; Terra Santa amarga prejuízo; Ferbasa reverte. Confira os números de cada balanço e o que está por trás deles.

Wagner Sobral
Wagner Sobral Repórter de mercado financeiro · 11 de agosto de 2026
Canetas emagrecedoras fora do SUS: preços podem mudar?

Grupo SBF, São Martinho, Terra Santa e mais empresas divulgam resultados do 2T

O segundo trimestre de 2026 trouxe leituras opostas para quatro companhias listadas. Enquanto o Grupo SBF (SBFG3), dono da Centauro e da Fisia, acelerou lucro e margem, a São Martinho sentiu o peso da estratégia de comercialização da safra. A Terra Santa inverteu o resultado para prejuízo, e a Ferbasa voltou ao azul após um primeiro trimestre negativo. Os balanços foram divulgados nesta temporada de resultados.

Resposta direta: No 2T26, o Grupo SBF teve lucro líquido de R$ 130,5 milhões, alta de 180,9% ante o 2T25. A São Martinho, no 1T da safra 2026/27, lucrou R$ 38,1 milhões, queda de 39,3%. A Terra Santa teve prejuízo de R$ 12,6 milhões, e a Ferbasa lucrou R$ 4,5 milhões, revertendo perda do trimestre anterior.

Grupo SBF: lucro salta 180,9% com margem em expansão

O Grupo SBF (SBFG3) reportou lucro líquido de R$ 130,5 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 180,9% sobre os R$ 46,5 milhões do mesmo período de 2025. O resultado veio acompanhado de expansão de receita e margem, sinalizando ganho de eficiência operacional.

O Ebitda somou R$ 327,6 milhões, crescimento de 53,8% na comparação anual. A margem Ebitda subiu para 14,8%, ante 11,7% um ano antes. A receita líquida avançou 22,1%, para R$ 2,22 bilhões, enquanto o lucro bruto cresceu 24,3%, a R$ 1,11 bilhão.

O que o balanço conta e o release omite: a margem bruta subiu, mas foi o controle de despesas que turbinou o Ebitda. A alavancagem operacional aparece no salto de 180,9% do lucro, proporcionalmente maior que o avanço de 22,1% da receita.

São Martinho: lucro cai 39,3% com menor volume comercializado

A São Martinho registrou lucro líquido de R$ 38,1 milhões no primeiro trimestre da safra 2026/27, queda de 39,3% em relação ao mesmo período da safra anterior. O resultado refletiu principalmente o menor volume de produtos comercializados, em linha com a estratégia de comercialização adotada para a safra.

O Ebitda ajustado somou R$ 582,3 milhões, recuo de 27,7% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada ficou em 38,1%, queda de 5,3 pontos percentuais. O desempenho foi impactado pelo menor volume de ATR (Açúcar Total Recuperável) comercializado e pela redução dos preços médios de açúcar e etanol, parcialmente compensados por custos menores.

A leitura por trás do número: a queda de 39,3% no lucro não é acidental. A empresa optou por comercializar menos, e o preço menor no açúcar e no etanol corroeu margem. Os custos menores deram alívio parcial, mas não evitaram o recuo.

Terra Santa: prejuízo de R$ 12,6 milhões inverte lucro do 2T25

A Terra Santa registrou prejuízo líquido de R$ 12,6 milhões no segundo trimestre de 2026, ante lucro de R$ 5 milhões no mesmo período do ano anterior. A virada para o vermelho veio acompanhada de Ebitda negativo.

O Ebitda ficou negativo em R$ 16,4 milhões, contra resultado positivo de R$ 9,9 milhões no 2T25. Já o Ebitda ajustado somou R$ 17,4 milhões, queda de 27,2% na comparação anual.

Aqui, o ajuste é tudo: o Ebitda contábil negativo de R$ 16,4 milhões vira positivo em R$ 17,4 milhões quando excluídos itens não recorrentes. A diferença de R$ 33,8 milhões entre as duas métricas mostra o peso de eventos extraordinários no trimestre.

Ferbasa: lucro de R$ 4,5 milhões reverte prejuízo do 1T

A Ferbasa registrou lucro líquido consolidado de R$ 4,5 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo o prejuízo de R$ 2,4 milhões registrado no primeiro trimestre. A recuperação veio com melhora sequencial no Ebitda.

O Ebitda ajustado alcançou R$ 50,3 milhões, alta de 14,1% ante o trimestre anterior, com margem Ebitda de 9,6%. A virada trimestral sugere que o pior ficou para trás, mas a margem ainda é apertada.

O que importa para o investidor: a Ferbasa saiu do negativo, mas o lucro de R$ 4,5 milhões é modesto ante a receita. A margem Ebitda de 9,6% indica espaço para recuperação, mas o cenário de preços de ligas metálicas segue como variável-chave.

O que esperar dos próximos balanços

A temporada de resultados do 2T26 segue em andamento. As quatro companhias mostram cenários distintos: consumo forte no varejo esportivo, açúcar com preços em queda, e setor de ligas metálicas em recuperação lenta. resultados 2T26 outras empresas como analisar balanços

Para quem acompanha a safra, o dado de ATR é o termômetro. Para o varejo, a margem Ebitda de 14,8% do Grupo SBF é referência setorial. A Terra Santa, por sua vez, depende do ajuste para mostrar lucro recorrente.

Perguntas Frequentes

Qual foi o lucro do Grupo SBF no 2T26?

O Grupo SBF registrou lucro líquido de R$ 130,5 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 180,9% ante os R$ 46,5 milhões do 2T25.

Por que o lucro da São Martinho caiu 39,3%?

A queda refletiu principalmente o menor volume de produtos comercializados, em linha com a estratégia de comercialização da safra, além da redução dos preços médios de açúcar e etanol.

A Terra Santa teve lucro ou prejuízo no 2T26?

A Terra Santa registrou prejuízo líquido de R$ 12,6 milhões no 2T26, ante lucro de R$ 5 milhões no 2T25. O Ebitda ajustado, porém, foi positivo em R$ 17,4 milhões.

A Ferbasa reverteu o prejuízo do 1T26?

Sim. A Ferbasa registrou lucro líquido consolidado de R$ 4,5 milhões no 2T26, revertendo o prejuízo de R$ 2,4 milhões do 1T26.

O que é Ebitda ajustado?

É o Ebitda excluindo itens não recorrentes, como despesas extraordinárias ou ganhos pontuais. No caso da Terra Santa, o ajuste transformou um Ebitda negativo em positivo.

Leia também

Publicidade