Itaúsa (ITSA4) tem lucro de R$ 4,3 bi no 2º tri, alta de 7%
Itaúsa (ITSA4) registrou lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões no 2º trimestre, alta de 7% sobre um ano antes. Holding cita Itaú, Motiva e Alpargatas como destaques positivos.
Itaúsa (ITSA4) tem lucro de R$ 4,3 bi no 2º tri, alta de 7% anual
A Itaúsa (ITSA4), holding controladora do Itaú Unibanco, divulgou nesta segunda-feira lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões no segundo trimestre. O número representa crescimento de 7% sobre o desempenho de um ano antes. A companhia, que também investe em Motiva, Aegea, Alpargatas e Dexco, viu o retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio subir para 18,7% entre abril e o fim de junho, ante 18,3% no mesmo intervalo de 2025.
Resposta direta: A Itaúsa (ITSA4) registrou lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões no 2º trimestre, alta de 7% sobre o mesmo período de 2025. O retorno sobre patrimônio líquido médio ficou em 18,7%. A holding também anunciou R$ 2,8 bilhões em juros sobre capital próprio.
O que explica o lucro de R$ 4,3 bi da Itaúsa?
Se você acompanha o noticiário de investimentos, sabe que balanço de holding nem sempre é direto. A Itaúsa depende majoritariamente do resultado do Itaú Unibanco, mas tem um bloco inteiro de empresas fora do setor financeiro. No 2º trimestre, o desempenho veio de uma combinação: banco forte e algumas controladas em alta.
A própria companhia explicou no balanço:
"O desempenho reflete principalmente o maior resultado recorrente do Itaú Unibanco (+8,5% ou +R$350 milhões) e resultados crescentes da Motiva (+67% ou +R$28 milhões), da Alpargatas (+86% ou +R$25 milhões) e da Copa Energia (+17% ou +R$15 milhões), apesar da piora no resultado da NTS, Dexco e Aegea e do Resultado Próprio da Itaúsa, impactado por maiores despesas tributárias."
Repare no detalhe: nem tudo subiu. Enquanto três empresas ajudaram, outras três pioraram. Esse contraste é o ponto que merece atenção de quem lê o balanço sem tirar conclusões apressadas.
Setor não financeiro: recuo de 26,7% no trimestre
O resultado das empresas do chamado "setor não financeiro" da Itaúsa caiu 26,7% na comparação anual, segundo o balanço. Quem investe na holding precisa entender que esse bloco tem peso relevante, mas não domina o resultado consolidado.
A queda foi puxada pela piora em NTS, Dexco e Aegea, conforme a companhia. No lado positivo, Motiva, Alpargatas e Copa Energia entregaram crescimento. O Resultado Próprio da Itaúsa também pesou, por causa de maiores despesas tributárias.
Para quem monta a própria planilha de investimentos, o recado é simples: não olhe só o lucro consolidado. Vale separar o que veio do banco e o que veio das outras participações. Isso muda a leitura de risco e de expectativa para os próximos trimestres.
Receita recorde e retorno sobre patrimônio
A receita líquida da Itaúsa foi recorde de US$ 23,9 bilhões, com crescimento de 14% na comparação com o mesmo período de 2025. O número chama atenção pela magnitude, mas lembre-se de que a maior parte vem do Itaú Unibanco.
O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio ficou em 18,7%, ante 18,3% um ano antes. A alta é modesta, mas consistente. Para o acionista, isso significa que a holding segue gerando valor acima de muitos pares, mesmo com o tropeço do setor não financeiro.
Juros sobre capital próprio: R$ 2,8 bilhões anunciados
A Itaúsa também anunciou o pagamento de R$ 2,8 bilhões em juros sobre capital próprio (JCP). Esse é um ponto que costuma interessar quem vive de dividendos e proventos.
JCP tem vantagem fiscal para o acionista pessoa física, já que é isento de Imposto de Renda na fonte, diferente dos dividendos tradicionais. Mas atenção: o valor anunciado ainda precisa ser confirmado em assembleia e a data de pagamento costuma ser divulgada depois.
Se você está organizando o orçamento e conta com esses proventos, o conselho é não antecipar gastos antes da confirmação oficial.
Itaúsa x Itaú Unibanco: entenda a relação
A Itaúsa é a holding que controla o Itaú Unibanco. Na prática, o lucro da holding reflete, em grande parte, o desempenho do banco. No 2º trimestre, o Itaú Unibanco contribuiu com alta de 8,5% no resultado recorrente, o equivalente a R$ 350 milhões a mais.
Essa concentração é um ponto de atenção. Quando o banco vai bem, a Itaúsa vai bem. Mas quando o setor financeiro enfrenta pressão, a holding sente na mesma proporção. Por isso, diversificar dentro da carteira continua sendo uma estratégia válida, mesmo para quem acredita na tese da Itaúsa.
O que esperar do 2º semestre para ITSA4?
O balanço do 2º trimestre traz sinais mistos. De um lado, lucro em alta, receita recorde e retorno sobre patrimônio sólido. De outro, queda de 26,7% no setor não financeiro e piora em três empresas relevantes.
A leitura honesta é que a Itaúsa segue dependente do Itaú Unibanco. As outras participações ainda não entregam uma trajetória consistente de crescimento. Para o investidor, a pergunta não é se o lucro veio, mas se essa dependência vai diminuir nos próximos balanços.
Se você está avaliando entrar ou aumentar posição, vale acompanhar os próximos resultados da Motiva, da Alpargatas e da Copa Energia, que foram os destaques positivos. E ficar de olho na NTS, na Dexco e na Aegea, que pioraram. como analisar balanço de holdings
Perguntas Frequentes
A Itaúsa aumentou o lucro no 2º trimestre?
Sim. A Itaúsa registrou lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões no 2º trimestre, alta de 7% sobre o mesmo período de 2025.
Qual foi o retorno sobre patrimônio da Itaúsa?
O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio foi de 18,7% entre abril e junho, ante 18,3% no mesmo intervalo de 2025.
A Itaúsa vai pagar juros sobre capital próprio?
Sim. A companhia anunciou o pagamento de R$ 2,8 bilhões em juros sobre capital próprio. A data de pagamento ainda não foi divulgada.
Por que o setor não financeiro caiu?
O resultado das empresas não financeiras caiu 26,7% na comparação anual, com piora em NTS, Dexco e Aegea, além de maiores despesas tributárias no Resultado Próprio.
Qual empresa mais contribuiu para o lucro da Itaúsa?
O Itaú Unibanco foi o principal destaque, com alta de 8,5% no resultado recorrente, equivalente a R$ 350 milhões a mais na comparação anual.