Investimentos

Lucro do BTG Pactual cresce 23% e bate recorde de R$ 5,1 bi

ResumoO BTG Pactual registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões no segundo trimestre, com alta de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita recorde de R$ 10,4 bilhões foi impulsionada pelo crédito ao consumidor. O resultado representa o maior lucro trimestral da história do banco.

O BTG Pactual registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões no 2º trimestre, alta de 23% em um ano. Receita recorde de R$ 10,4 bilhões, com crédito ao consumidor puxando o crescimento. Entenda os destaques do balanço.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 11 de agosto de 2026
Recife, Fortaleza e cidades médias ampliam disputa por lança

Lucro do BTG Pactual cresce 23% no 2º trimestre e bate recorde de R$ 5,1 bilhões

O BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME) registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões entre abril e junho, alta de 23% na comparação anual e acima dos R$ 4,8 bilhões do primeiro trimestre. As receitas também foram as maiores da história: R$ 10,4 bilhões, crescimento de 16% em relação ao segundo trimestre de 2025.

Resposta direta: qual foi o lucro do BTG Pactual no 2º trimestre?

O lucro líquido ajustado do BTG Pactual no segundo trimestre foi de R$ 5,1 bilhões, um crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior e um recorde histórico. As receitas somaram R$ 10,4 bilhões, também recorde, com alta de 16% na comparação anual.

O que explica o lucro recorde do BTG Pactual?

O resultado veio em um trimestre marcado por incertezas no cenário geopolítico, oscilações nos preços de energia e dúvidas sobre a trajetória dos juros, com reflexos sobre dólar, bolsa e a disposição dos investidores para tomar risco. Ainda assim, o retorno ajustado sobre o patrimônio (ROAE) ficou em 26,7%, praticamente estável em relação aos 26,6% do primeiro trimestre.

O desempenho foi puxado por áreas de crédito e gestão de ativos, que compensaram a fraqueza do Investment Banking.

Investment Banking sente o ambiente mais fraco

O Investment Banking, que inclui emissões de dívida e ações, foi uma das áreas que sentiram a mudança de ambiente. A receita caiu para R$ 421,4 milhões, ante R$ 628 milhões no primeiro trimestre. A desaceleração acompanhou a menor colocação de títulos de dívida no mercado. O primeiro trimestre havia sido marcado por uma atividade mais forte, tanto de emissores quanto de investidores.

Crédito corporativo e ao consumidor compensam

O desempenho mais fraco de IB foi compensado por outras áreas. O Corporate Lending e Business Banking (crédito para empresas) alcançou receita recorde de R$ 2,5 bilhões, alta de 19% em relação ao mesmo período do ano passado. A carteira de crédito cresceu 21% na mesma comparação.

O Consumer Finance & Banking (crédito ao consumidor) foi ainda mais longe. A receita chegou a R$ 1,5 bilhão, crescimento de 37% em apenas três meses. A carteira da vertical alcançou R$ 78,2 bilhões, alta de 6,2% no trimestre, puxada principalmente pelo avanço do consignado privado.

Também entrou nessa conta a Meu Tudo, plataforma de crédito consignado privado. O BTG concluiu em abril a aquisição de uma participação de 48% na plataforma e passou a consolidar o investimento nos resultados da vertical neste trimestre.

Gestão de ativos e patrimônio seguram a receita

A Asset Management (gestão de investimentos) teve receita de R$ 793,5 milhões, alta de 27% em um ano, e captou R$ 29,4 bilhões líquidos no trimestre. Os ativos sob gestão e administração chegaram a R$ 1,4 trilhão, crescimento de 25% em relação ao segundo trimestre de 2025.

A Wealth Management (gestão de patrimônio para pessoas físicas de alta renda) e Personal Banking captou outros R$ 29,1 bilhões. A receita ficou em R$ 1,4 bilhão, alta de 17% na comparação anual, embora tenha recuado ligeiramente em relação ao primeiro trimestre.

Somadas, as duas plataformas encerraram junho com R$ 2,7 trilhões em ativos sob gestão e administração e captação líquida de R$ 58,5 bilhões no trimestre.

Sales & Trading: estabilidade com menor risco

O Sales & Trading (compra e venda de ativos financeiros) registrou R$ 1,9 bilhão em receitas, praticamente mantendo o nível do primeiro trimestre. O Value at Risk (VaR), medida usada para estimar a exposição do banco a perdas de mercado, caiu de 0,32% no primeiro trimestre para 0,22% entre abril e junho.

Primeiro semestre: lucro de R$ 10 bilhões

No primeiro semestre, o BTG acumulou R$ 20,4 bilhões em receitas, crescimento de 24% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido ajustado chegou a R$ 10 bilhões, avanço de 31%.

Para a segunda metade do ano, a expectativa interna é de um ambiente um pouco menos volátil, com juros mais baixos e dólar mais comportado. O calendário eleitoral deve adicionar alguma incerteza, mas não é visto, neste momento, como uma variável capaz de alterar significativamente a trajetória dos negócios.

Nas demais linhas, a aposta continua sendo a mesma que sustentou os números do segundo trimestre: crescer a base de clientes e ganhar participação de mercado.

Capital robusto sustenta expansão

Mesmo com a expansão do balanço, os indicadores de capital permaneceram robustos. O índice de Basileia encerrou junho em 16%, o LCR ficou em 160,3% e a base de funding alcançou R$ 405 bilhões, alta de 32% em um ano.

O que diz o CEO

"Seguimos comprometidos com um crescimento disciplinado, pautado pela excelência na execução, pela inovação e por uma gestão rigorosa de riscos. Agradeço aos nossos clientes pela confiança no BTG Pactual e a todos os nossos colaboradores pelo empenho e dedicação, fundamentais para continuarmos gerando valor aos nossos stakeholders", afirma Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual.

Perguntas Frequentes

Qual foi o lucro do BTG Pactual no segundo trimestre?

O lucro líquido ajustado foi de R$ 5,1 bilhões, alta de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Quanto o BTG Pactual faturou no trimestre?

As receitas somaram R$ 10,4 bilhões, crescimento de 16% na comparação anual.

O que impulsionou o resultado do BTG no trimestre?

O crédito ao consumidor cresceu 37% em receita, alcançando R$ 1,5 bilhão, e a gestão de ativos captou R$ 29,4 bilhões líquidos.

O Investment Banking do BTG cresceu?

Não. A receita do Investment Banking caiu para R$ 421,4 milhões, ante R$ 628 milhões no primeiro trimestre.

Qual é a expectativa do BTG para o segundo semestre?

A expectativa interna é de um ambiente menos volátil, com juros mais baixos e dólar mais comportado, apesar da incerteza eleitoral.

Leia também

Publicidade