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Movida (MOVI3) dobra lucro líquido no 1º tri de 2026: R$ 135,6 mi

ResumoA Movida (MOVI3) registrou lucro líquido de R$ 135,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, valor que representa o dobro do resultado do mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pela venda de ativos e ganhos de eficiência operacional, superando as projeções do mercado.

A Movida (MOVI3) dobrou o lucro líquido no primeiro trimestre de 2026, alcançando R$ 135,6 milhões. O resultado, impulsionado pela venda de ativos e pela eficiência operacional, superou as projeções do mercado. Entenda os números que sustentam a alta.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 16 de julho de 2026
Movida (MOVI3) dobra lucro líquido no 1º tri de 2026: R$ 135,6 mi

Movida (MOVI3) dobra lucro líquido no 1º tri de 2026, em R$ 135,6 milhões

A Movida (MOVI3) registrou lucro líquido de R$ 135,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, valor que representa um aumento de 100% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi impulsionado pela venda de ativos seminovos e pela redução de custos operacionais, superando as expectativas do mercado.

O que explica o lucro recorde da Movida (MOVI3)?

A empresa de locação de veículos e gestão de frotas, controlada pelo Grupo Simpar, apresentou um desempenho que chamou a atenção de analistas. Além do lucro líquido, a receita líquida da Movida somou R$ 3,2 bilhões no 1º tri de 2026, alta de 15% sobre o mesmo período de 2025. O Ebitda ajustado, por sua vez, atingiu R$ 1,1 bilhão, com margem de 34,4%, ante 30,2% um ano antes.

A venda de veículos seminovos foi o principal motor. A Movida vendeu 18.500 unidades no trimestre, gerando receita de R$ 1,8 bilhão, com margem bruta de 12,5%. Esse desempenho reflete a estratégia de renovação de frota e a forte demanda no mercado de usados.

Como a venda de seminovos impulsionou o resultado?

O segmento de seminovos, historicamente volátil, tornou-se uma âncora de rentabilidade. A Movida conseguiu precificar os ativos acima do valor contábil, algo raro no setor. Segundo o release de resultados, a empresa registrou ganho de R$ 45 milhões na venda de ativos, ante R$ 12 milhões no 1º tri de 2025.

A gente separa o que é operação do que é ganho pontual: a venda de seminovos não deve se repetir no mesmo volume nos próximos trimestres, mas a eficiência operacional, com redução de 3 pontos percentuais nas despesas gerais, sugere que o patamar de lucro pode se sustentar.

O que dizem os analistas sobre MOVI3?

O mercado reagiu positivamente. O Goldman Sachs elevou o preço-alvo da ação para R$ 38,00, com recomendação de compra, citando a "forte geração de caixa e a gestão disciplinada de frota". O BTG Pactual, por sua vez, destacou que o lucro veio 20% acima do consenso, puxado pela margem de seminovos.

Entender a tecnologia do negócio, neste caso, a gestão de dados de frota e a precificação dinâmica, te protege do golpe de achar que é só sorte de mercado. A Movida usa inteligência artificial para precificar cada veículo, ajustando oferta e demanda em tempo real.

Riscos e desafios para o próximo trimestre

Nem tudo são flores. A alavancagem financeira da Movida, medida pela dívida líquida sobre Ebitda, subiu de 2,8x para 3,1x entre dezembro de 2025 e março de 2026. O aumento reflete os investimentos em renovação de frota, mas preocupa em um cenário de juros altos.

Além disso, a taxa básica de juros (Selic) encerrou maio em 9,75% ao ano, patamar que pressiona o custo da dívida. A Movida tem 65% da dívida atrelada ao CDI, então cada alta de 1 ponto percentual nos juros custa cerca de R$ 50 milhões adicionais por ano.

Movida (MOVI3) ainda vale a pena?

Para quem busca exposição ao setor de locação, a Movida oferece um dos melhores retornos sobre capital investido (ROIC) do setor: 12,8% no 1º tri de 2026, ante 10,5% no mesmo período de 2025. A empresa também anunciou a recompra de 2 milhões de ações, sinalizando confiança da administração.

Análise completa do setor de locação de veículos

Contudo, o investidor precisa acompanhar de perto a alavancagem e o comportamento das taxas de juros. A Movida entrega crescimento, mas com risco financeiro elevado.

Perguntas Frequentes

Qual foi o lucro líquido da Movida no 1º tri de 2026?

R$ 135,6 milhões, o dobro do registrado no 1º tri de 2025.

O que impulsionou o lucro recorde?

Principalmente a venda de veículos seminovos com margens elevadas e a redução de despesas operacionais.

A Movida distribuirá dividendos?

A empresa não anunciou dividendos para o 1º tri de 2026, mas aprovou recompra de ações de até 2 milhões de papéis.

Qual a recomendação dos analistas para MOVI3?

A maioria recomenda compra, com preço-alvo médio de R$ 36,00, segundo dados do Bloomberg.

Quais os principais riscos para a Movida?

Alavancagem financeira elevada (3,1x dívida líquida/Ebitda) e exposição à alta dos juros.

A Movida é uma boa opção para iniciantes?

Sim, desde que o investidor entenda os riscos de alavancagem e o impacto dos juros no resultado.

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