Movida (MOVI3) dobra lucro líquido: R$ 136 mi no 2º tri
A Movida (MOVI3) divulgou lucro líquido de R$ 136 milhões no 2º trimestre de 2026, alta de 101% ante o mesmo período de 2025. O resultado superou a expectativa média dos analistas, de R$ 127 milhões, segundo dados da LSEG.
Movida (MOVI3) dobra lucro líquido: R$ 136 milhões no 2º tri, acima do esperado
A Movida (MOVI3) divulgou na noite desta segunda-feira (10) seus resultados do segundo trimestre de 2026. O lucro líquido foi de R$ 136 milhões, com alta de 101% na comparação com o mesmo período do ano passado. O número veio acima da expectativa média dos analistas, que projetavam R$ 127 milhões, segundo dados da LSEG.
Em resumo: a Movida (MOVI3) teve lucro líquido de R$ 136 milhões no 2º trimestre de 2026, alta de 101% ante o 2T25. A receita líquida somou R$ 3,766 bilhões, recorde histórico, com Ebitda de R$ 1,687 bilhão e margem de 71,6%.
O que explica o lucro recorde da Movida no 2º trimestre?
O resultado veio impulsionado pela divisão de RAC (aluguel de carros), que registrou margem Ebitda de 68,9% no trimestre, recorde desde o IPO da companhia. Segundo Gustavo Moscatelli, CEO da Movida, em entrevista ao InfoMoney, o destaque foi o ganho consecutivo de market share. "Crescemos 22% em volume de diárias. No primeiro trimestre, crescemos 18% e agora isso, acima da concorrência. E o ganho é com rentabilidade, não estamos comprando o mercado", afirmou.
A companhia atraiu mais de 730 mil novos clientes de RAC nos últimos doze meses, alta de 15%. O volume de diárias somou 7.413 mil no trimestre, alta de 22% ante o 2T25, com tarifa média de R$ 165 (+7%, acima da inflação) e taxa de ocupação de 76,2%, alta de 2,1 pontos percentuais. Considerando a ocupação total da frota, o indicador saltou 5,4 pontos percentuais, para 66,0%.
Ebitda e receita batem recorde histórico
O Ebitda consolidado somou R$ 1,687 bilhão no trimestre, alta de 22,3%, também recorde para a companhia. A margem Ebitda ficou em 71,6%. Já o Ebit atingiu R$ 1,015 bilhão, alta de 29,3%. O ROIC dos últimos doze meses chegou a 16,7%, alta de 4,0 pontos percentuais ante o 2T25, também recorde da série histórica.
A receita líquida consolidada somou R$ 3,766 bilhões, recorde histórico, com alta de 2,4% na comparação anual. Na locação, o avanço foi de 21%, para R$ 2,295 bilhões. "O indicador que mostra a produtividade de qualquer negócio, que é a margem, foi a margem recorde da companhia da história dela. Esse foi o melhor trimestre da história do ponto de vista de margem", disse Moscatelli.
Gestão e Terceirização de Frotas (GTF): contratos com yield maior
Na divisão de GTF, a companhia destacou a assinatura de contratos com yield mensal de 3,7%, ante 3,5% um ano atrás, acima do yield médio de 3,2% da carteira vigente atualmente. "O que eu estou mostrando é: estou assinando com 3,7%, então a rentabilidade vai crescer, e ao mesmo tempo a taxa de juros tende a cair. É uma combinação espetacular do ponto de vista de geração de valor", afirmou o CEO.
O backlog de receita da divisão somou R$ 9,827 bilhões, alta de 40%, e a margem Ebitda atingiu recorde desde o IPO, em 77,9%. A divisão já responde por 53% do Ebitda total da companhia. Os contratos de GTF são de longo prazo, e o ganho ainda não apareceu de forma plena no resultado, segundo Moscatelli.
Seminovos: venda menor por decisão estratégica
O volume de carros vendidos na divisão de seminovos recuou no trimestre, de 25.917 para 19.414 unidades. A queda foi uma decisão estratégica: diante da forte demanda por aluguel no RAC, a companhia optou por manter mais veículos locados em vez de desmobilizá-los para venda. "Foi uma questão de gestão de portfólio. Mas, se olhar a produtividade dos seminovos, foi muito boa", disse Moscatelli.
O giro do estoque avançou 55%, de 0,5 vez para 0,8 vez ao mês, com a margem Ebitda da divisão estável em 1,1%.
Alavancagem recua, mas fica estável ante o 1º tri
A alavancagem (dívida líquida/Ebitda) recuou de 3,2 vezes um ano atrás para 2,66 vezes no 2T26, ou 2,46 vezes considerando o Ebitda anualizado. O indicador ficou estável na comparação com o 1T26. Segundo o CEO, isso decorre da sazonalidade: a companhia concentra as compras de veículos no quarto trimestre, para atender à alta demanda do verão, e paga por elas no primeiro semestre seguinte.
"Agora, daqui para frente, você tem muito menos desembolso, então vai gerar muito mais caixa e vai reduzir a alavancagem até o final do ano", afirmou Moscatelli.
A dívida líquida somava R$ 17,2 bilhões ao fim do trimestre, com prazo médio de 3,9 anos e custo médio de CDI + 1,8% ao ano. A Movida também anunciou, em agosto, alongamentos de R$ 1,6 bilhão em dívidas, incluindo a rolagem de R$ 1,1 bilhão em debêntures com vencimentos até 2033.
Guidance elevado para o 3º trimestre
A companhia elevou o guidance de lucro líquido para o terceiro trimestre, para uma faixa entre R$ 130 milhões e R$ 150 milhões, o dobro dos R$ 70 milhões registrados no 3T25. Segundo Moscatelli, o número já reflete o desempenho observado em julho. "Foi espetacular, foi surpreendente em volume, em preço, em mix de venda, em canal de venda", disse.
Com isso, o lucro acumulado em nove meses pode somar R$ 400 milhões, ante R$ 216 milhões no mesmo período de 2025, o que faria o resultado dos nove meses superar em 26% o lucro de todo o ano de 2025.
Expansão de lojas e iniciativas em maturação
A companhia soma 124 lojas físicas no país, 27 a mais que no 2T25, e abriu 12 novas lojas de seminovos apenas no primeiro semestre, movimento que deve continuar. A rede de centros de manutenção rápida Pit Stop, que já reduziu em 25% os gastos com manutenção segundo a companhia, deve chegar a cerca de 40 unidades até o fim do ano.
A Movida também avança no projeto de atendimento via inteligência artificial no WhatsApp, desenvolvido em parceria com a Meta. A iniciativa já mais que dobrou a taxa de conversão no canal, e hoje 85% dos atendimentos são resolvidos sem intervenção humana. "A gente está no processo agora de montar toda a infraestrutura de back-office da locação no WhatsApp", disse o CEO, que estima concluir a expansão do projeto em 45 a 60 dias.
Perguntas Frequentes
Qual foi o lucro líquido da Movida no 2º trimestre de 2026?
A Movida registrou lucro líquido de R$ 136 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 101% na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado superou a expectativa média dos analistas, de R$ 127 milhões, segundo dados da LSEG.
O que impulsionou o resultado da Movida no 2º tri?
O resultado foi impulsionado pela divisão de RAC, com margem Ebitda recorde de 68,9%, e pelo ganho de market share. A receita líquida somou R$ 3,766 bilhões, também recorde histórico, com alta de 21% na locação.
Qual é o guidance da Movida para o 3º trimestre de 2026?
A companhia elevou o guidance de lucro líquido para o terceiro trimestre, para uma faixa entre R$ 130 milhões e R$ 150 milhões, o dobro dos R$ 70 milhões registrados no 3T25.
Como está a alavancagem da Movida?
A alavancagem (dívida líquida/Ebitda) recuou de 3,2 vezes um ano atrás para 2,66 vezes no 2T26. A dívida líquida somava R$ 17,2 bilhões, com prazo médio de 3,9 anos e custo médio de CDI + 1,8% ao ano.
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