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Petrobras assegura alta do Ibovespa antes de Fed e Copom

ResumoPetrobras sustentou a alta do Ibovespa, que fechou a 186.502,64 pontos, avanço de 0,54%, impulsionado pelo petróleo Brent. A sessão também teve audiência no STF e expectativa pelas decisões de juros do Copom e do Federal Reserve, que influenciam os mercados brasileiros.

Ibovespa fechou em alta de 0,54%, a 186.502,64 pontos, sustentado pela Petrobras e pelo avanço do petróleo Brent. A sessão teve ainda audiência no STF e expectativa para as decisões de juros no Brasil e nos EUA.

Fábio Quaresma
Fábio Quaresma Especialista em finanças pessoais · 15 de setembro de 2026
Petrobras assegura alta do Ibovespa antes de Fed e Copom

O Ibovespa fechou em alta de 0,54% nesta terça-feira, a 186.502,64 pontos, depois de duas quedas seguidas. O movimento foi sustentado principalmente pelas ações da Petrobras, em dia de avanço de quase 3% do barril de petróleo no exterior. Na máxima, o índice tocou 187.650,53 pontos; na mínima, cedeu a 185.055,57. O volume financeiro somou R$22 bilhões.

Para quem acompanha a bolsa de perto, o pregão ficou dividido entre dois vetores: o petróleo puxando as petrolíferas para cima e o noticiário político segurando o apetite por risco. Investidores também aguardavam as decisões de juros de quarta-feira nos Estados Unidos e no Brasil.

Petróleo e Petrobras puxam o índice

O barril de Brent fechou em alta de 2,9%, a US$108,75, após notícias de suspensão de carregamentos no porto de Yanbu, na Arábia Saudita, no Mar Vermelho, e de interrupção de operações em três campos na Líbia.

PETR4 avançou 3,09% e PETR3 ganhou 3,63%. Outras petrolíferas na B3 acompanharam: PRIO3 subiu 2,77% e BRAV3 valorizou-se 0,9%. RECV3, que não faz mais parte do Ibovespa, fechou estável.

Segundo Willian Queiroz, sócio e advisor da Blue3 Investimentos, a alta da Petrobras com o aumento dos preços do petróleo no exterior foi o principal "driver" do Ibovespa. Ele afirmou que o destaque da pauta, porém, foi a sessão extraordinária no STF, assunto que pode fazer preço no cenário eleitoral.

STF concentra atenções e traz volatilidade

A petição em análise no plenário diz respeito a um relatório divulgado pelo ministro André Mendonça, que aponta mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso e acusado de fraudes financeiras e outros crimes. A sessão teve trocas de acusações entre os ministros e terminou com votos para unificar os casos envolvendo Moraes e Mendonça e designar novo relator.

"Sem dúvidas, o mercado está tenso", afirmou Marcos Bassani, especialista em investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital. Para ele, o julgamento gera incerteza política e maior volatilidade. "Ter o Supremo com foco de eventuais corrupções gera incertezas em relação ao investidor nacional e estrangeiro, abrindo margem para risco/Brasil."

Super quarta e eleição no radar

Na véspera, o S&P 500 recuou 0,45% em Nova York, com avanço nos rendimentos dos Treasuries. Economistas estimam corte da Selic para 13,75% ao ano na decisão do Copom.

A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça mostrou Lula à frente de Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno: 47,3% contra 40%, com margem de erro de 2,2 pontos. Dados da B3 mostraram a primeira sessão com saldo negativo de estrangeiros no mês, no dia 11, ainda que setembro acumule entrada líquida de R$7,3 bilhões.

Pesquisa do Bank of America com gestores na América Latina apontou recuperação do sentimento em setembro: 73% veem o Ibovespa acima de 180 mil no fim do ano, ante 34% em agosto. Outros 46% acreditam em 200 mil pontos ou mais. Mesmo assim, apenas 30% ampliariam exposição a ações nos níveis atuais antes das eleições.

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