Suzano (SUZB3): Itaú BBA corta preço-alvo para R$ 58
O Itaú BBA reduziu o preço-alvo da Suzano (SUZB3) para R$ 58 até o fim de 2027, ante R$ 64, mas manteve a recomendação de compra e a ação como principal escolha no setor de papel e celulose na América Latina.
Se o aperto no orçamento doméstico ensina algo, é que revisar metas não significa desistir delas. Com a Suzano (SUZB3), o Itaú BBA fez exatamente isso: cortou o preço-alvo, mas manteve a recomendação de compra e a ação como principal escolha no setor de papel e celulose na América Latina.
O banco reduziu o preço-alvo para R$ 58 no fim de 2027, ante R$ 64 anteriormente. O novo patamar representa potencial de retorno total de aproximadamente 28%. A estimativa é que a Suzano seja negociada a 5,4 vezes o EV/Ebitda em 2027, com rendimento de fluxo de caixa livre de cerca de 12,7%.
Os analistas Daniel Sasson, Marcelo Furlan Palhares e João Paulo Helito assinam o relatório. Eles veem otimismo no curto prazo para a celulose BHKP (celulose branqueada de fibra curta), cujos preços podem ter atingido o piso em torno de US$ 560 por tonelada e apresentar recuperação nos próximos meses. Para o médio prazo, porém, o banco mantém cautela, diante da expectativa de aumento da oferta entre 2027 e 2030, especialmente de China, Indonésia e América Latina, em um cenário de demanda ainda fraca.
Nesse contexto, o Itaú BBA reduziu a projeção para o preço da celulose em 2027 para US$ 550 por tonelada, ante US$ 570. Ainda assim, considera a assimetria de valuation da Suzano atraente.
A revisão vem depois que a companhia apresentou o "Full Power", seu novo plano estratégico para o período de 2027 a 2030. O movimento de alta também ocorre em meio a Bolsas dos EUA operando mistas, com Nasdaq em alta no embalo de Nvidia.
Para quem acompanha o setor, o Itaú BBA também atualizou a Klabin: manteve recomendação de manutenção, mas reduziu o preço-alvo para R$ 21 por ação no fim de 2027, ante R$ 23. O novo alvo implica potencial de retorno total de aproximadamente 17%, com múltiplo EV/Ebitda projetado de 7,1 vezes para 2027. O banco destaca como ponto positivo o perfil de negócios mais flexível e diversificado da companhia.
Se você está avaliando onde colocar o dinheiro, o recado é: a Suzano segue como aposta preferencial do Itaú BBA, mesmo com um alvo mais conservador. A cautela no médio prazo, com oferta crescente de celulose, é um ponto para acompanhar de perto.