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Vendas do Tesouro Direto atingem segundo melhor resultado da história em junho

ResumoTesouro Direto registrou vendas de R$ 14,76 bilhões em junho, o segundo maior volume da história. O resultado foi impulsionado pelo novo título Tesouro Reserva e supera apenas o recorde de março. A procura por papéis públicos reflete maior interesse de investidores em renda fixa.

As vendas do Tesouro Direto atingiram o segundo maior volume da história em junho, com R$ 14,76 bilhões. O resultado, impulsionado pelo novo título Tesouro Reserva, só perde para o recorde de março. Entenda a procura por papéis e o que isso significa para quem investe.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 28 de julho de 2026
Vendas do Tesouro Direto atingem segundo melhor resultado da história em junho

Vendas do Tesouro Direto atingem segundo melhor resultado da história em junho

As vendas do Tesouro Direto atingiram o segundo maior volume da história em junho, com R$ 14,76 bilhões em títulos públicos negociados. O resultado, divulgado nesta terça-feira (28) pelo Tesouro Nacional, foi impulsionado pelo novo título Tesouro Reserva e só perde para o recorde de março, quando as vendas somaram R$ 14,79 bilhões, uma diferença de apenas R$ 30 milhões.

Em relação a maio, o crescimento foi expressivo: alta de 44,51% sobre os R$ 10,22 bilhões registrados no mês anterior. Na comparação com junho de 2025, o volume é 156,03% maior.

Por que o Tesouro Direto vendeu tanto em junho?

O principal motor foi a busca por títulos atrelados aos juros básicos, que representaram 54,5% das vendas. A Selic está em 14,25% ao ano, o que torna esses papéis especialmente atrativos. As tradicionais Letras Financeiras do Tesouro (LFT) somaram R$ 4,16 bilhões, ou 28,2% do total.

O novo título Tesouro Reserva, indexado aos juros básicos e com funcionamento similar às caixinhas de bancos digitais, respondeu por R$ 2,09 bilhões (14,2% das vendas). A procura mostra que o investidor pessoa física está buscando alternativas de liquidez e rentabilidade em um ambiente de juros elevados.

Os papéis corrigidos pela inflação (IPCA) corresponderam a 34,3% do total, impulsionados pela expectativa de alta da inflação oficial nos próximos meses. Já os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, somaram 16,7% das vendas.

Títulos de aposentadoria e educação ainda são nicho

Destinados ao financiamento de aposentadorias, o Tesouro Renda+, lançado no início de 2023, respondeu por 4,6% das vendas. Já o Tesouro Educa+, criado em agosto de 2023 para poupança para o ensino superior, atraiu apenas 2% das vendas. Apesar do potencial de longo prazo, esses títulos ainda não conquistaram a maioria dos investidores.

Estoque total e crescimento da base de investidores

O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 262,47 bilhões no fim de junho, alta de 4,57% em relação a maio (R$ 251,01 bilhões) e de 45,53% em relação a junho de 2025 (R$ 180,35 bilhões). Esse crescimento ocorreu tanto pela correção dos juros quanto pelo fato de as vendas terem superado os resgates em R$ 10,1 bilhões no último mês.

O número de investidores cadastrados atingiu 35.853.678, com 261.877 novos participantes em junho. Nos últimos 12 meses, o total de cadastrados cresceu 9,53%. Já os investidores ativos (com operações em aberto) chegaram a 3.689.486, alta de 21,19% no mesmo período.

Pequenos investidores dominam as operações

A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores é evidente: 75,4% das 1.530.276 operações de venda em junho foram de até R$ 5 mil. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 50,7% do total. O valor médio por operação foi de R$ 9.648,34, indicando que o programa segue democrático.

Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo: as vendas de títulos entre cinco e dez anos representam 45,7% do total. As operações com prazo de até cinco anos correspondem a 37,9%, e os papéis de mais de dez anos, 16,4%. Isso sugere apetite por rendimentos previsíveis sem comprometer o longo prazo.

O que significa para o investidor?

Com a Selic em 14,25% ao ano, os títulos públicos continuam atrativos para quem busca segurança e rentabilidade. A diversificação entre papéis pós-fixados, atrelados à inflação e prefixados permite montar uma carteira equilibrada. como investir em tesouro direto tesouro selic vs tesouro ipca

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis pré-fixados.

O balanço completo do Tesouro Direto está disponível na página do Tesouro Transparente. O programa foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas adquirissem títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a B3, descontada nas movimentações dos títulos.

Perguntas Frequentes

O Tesouro Direto é seguro?

Sim. Os títulos são emitidos pelo Tesouro Nacional, que tem garantia de pagamento do governo federal. O risco de calote é considerado o menor do mercado.

Qual título do Tesouro Direto rende mais?

Depende do cenário. Com a Selic a 14,25% ao ano, os títulos pós-fixados (Tesouro Selic) têm rendimento previsível. Já os prefixados e atrelados à inflação podem oferecer ganhos maiores se as taxas caírem ou a inflação subir.

Como investir no Tesouro Direto?

É preciso ter conta em uma corretora ou banque que ofereça o serviço e fazer o cadastro no site do Tesouro Direto. O investimento mínimo é baixo, a partir de R$ 30.

O que é o Tesouro Reserva?

É um novo título indexado aos juros básicos, com funcionamento similar às caixinhas de bancos digitais. Foi lançado em 2025 e já representa 14,2% das vendas.

Vale a pena investir no Tesouro Renda+ ou Educa+?

Para quem tem objetivos de longo prazo, como aposentadoria ou educação dos filhos, esses títulos oferecem benefícios fiscais e rentabilidade atrelada à inflação. Mas a procura ainda é baixa: 4,6% e 2% das vendas, respectivamente.

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