Investimentos

Vendas do Tesouro Direto registram melhor julho da história

ResumoTesouro Direto registrou em julho vendas de R$ 11,67 bilhões, o maior volume da história para o mês. O desempenho foi impulsionado pelo Tesouro Reserva, que liderou as aplicações. Os títulos mais procurados concentraram-se em papéis indexados à inflação e prefixados. O resultado supera todos os julhos anteriores desde o início do programa, em 2002.

Impulsionadas pelo Tesouro Reserva, as vendas do Tesouro Direto somaram R$ 11,67 bilhões em julho, o maior volume da história para o mês. Veja os números e os títulos mais procurados.

Fábio Quaresma
Fábio Quaresma Especialista em finanças pessoais · 26 de agosto de 2026
Vendas do Tesouro Direto registram melhor julho da história

Se você acompanha o noticiário econômico em busca de onde colocar o dinheiro sem sustos, julho trouxe um dado relevante. As vendas do Tesouro Direto registraram o melhor julho da história, com R$ 11,67 bilhões em títulos públicos negociados pela internet, segundo o Tesouro Nacional, em divulgação feita nesta terça-feira (25). O resultado veio impulsionado pelo novo título Tesouro Reserva, que funciona como as caixinhas de bancos digitais.

O volume é o terceiro maior do ano. O recorde histórico segue sendo o de março, quando as vendas somaram R$ 14,79 bilhões. Na comparação com junho, o crescimento foi de 20,98%, e ante julho do ano passado, de 60,65%.

Os títulos mais procurados foram os vinculados aos juros básicos, com 51,2% das vendas. As Letras Financeiras do Tesouro (LFT) somaram R$ 4,18 bilhões (35,8% do total), e o Tesouro Reserva, R$ 1,79 bilhão (15,3%). Os papéis corrigidos pela inflação (IPCA) responderam por 27,1%, e os prefixados, 15,5%. O Tesouro Renda+ ficou com 4,3%, e o Educa+, lançado em agosto de 2023, com 1,9%.

O interesse por papéis atrelados à Selic se explica pelo patamar da taxa, em 14% ao ano. Com juros altos, esses títulos seguem atrativos. A procura por papéis de inflação também reflete a expectativa de alta do IPCA nos próximos meses.

O estoque total do Tesouro Direto chegou a R$ 272,26 bilhões no fim de julho, alta de 3,73% ante junho e de 46,58% em 12 meses. As vendas superaram os resgates em R$ 7,37 bilhões. O número de investidores cadastrados atingiu 36.124.180, com 270.502 novos participantes no mês. Os investidores ativos somaram 3.808.491, alta de 22,89% em um ano.

O perfil segue pulverizado: 78,4% das 1.444.518 operações foram de até R$ 5 mil, e 55,5%, de até R$ 1 mil. O valor médio por operação foi de R$ 8.076,26. A preferência é por papéis de médio prazo: 43,4% das vendas tiveram vencimento em até cinco anos, 39,8% entre cinco e dez anos, e 16,8% acima de dez anos.

Criado em janeiro de 2002, o Tesouro Direto permite que pessoas físicas comprem títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, pela internet, sem intermediação de agentes financeiros. O investidor paga apenas uma taxa à B3, descontada nas movimentações. como investir no Tesouro Direto entender a Selic

Leia também

Publicidade