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Center Inc mira R$ 1 bi em consórcios em 2027 e liderança digital

ResumoA Center Inc, assessoria financeira de Cascavel (PR), projeta R$ 1 bilhão em consórcios até 2027. A vertical de consórcios representa 35% do faturamento da empresa, com apenas 8% da base de clientes. A meta inclui consolidar a liderança digital no setor, expandindo operações online e captando novos mercados.

A Center Inc, assessoria nascida em Cascavel (PR), mira R$ 1 bilhão em consórcios em 2027 e quer ser a maior operação digital do país. A vertical já responde por 35% do resultado, com apenas 8% da base de clientes.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 12 de agosto de 2026
Center Inc mira R$ 1 bi em consórcios em 2027 e liderança di

Center Inc mira R$ 1 bi em consórcios em 2027 e busca liderança digital no Brasil

A Center Inc colocou o consórcio no centro de sua estratégia de diversificação. A meta é vender R$ 500 milhões em cartas em 2026 e superar R$ 1 bilhão em 2027. A vertical já responde por 35% do resultado do escritório, mesmo alcançando apenas 8% da base de clientes. A companhia nasceu em Cascavel (PR) em 2010, tem mais de 10 mil clientes e assessora mais de R$ 6,5 bilhões. A XP é acionista da empresa.

O que mudou na estratégia da Center Inc?

Nos últimos dois anos, a Center deixou de se apresentar apenas como assessoria de investimentos. Agora, se define como um ecossistema de serviços financeiros. Além de investimentos, a estrutura inclui seguros, consórcios, atendimento a empresas e soluções internacionais. É nesse contexto que o consórcio ganhou peso.

Segundo Jocimar Correia, CEO da Center, a vertical representa 35% do resultado, com penetração de apenas 8% na base. "Não é que a gente vai virar uma empresa de consórcio, mas o consórcio virou uma matriz de receita muito relevante. É um terço do nosso negócio já", afirma.

Consórcio com planejamento financeiro: a receita da Center

A estratégia combina a oferta de consórcio com o chamado financial planning, ou planejamento financeiro. Antes da contratação, a companhia avalia objetivos, fluxo financeiro e horizonte de tempo do cliente. O objetivo é determinar se o produto faz sentido dentro da estratégia patrimonial.

O resultado aparece na taxa de cancelamento. Segundo Correia, o índice das cartas comercializadas pela Center está pouco acima de 3%. Ele atribui à média do mercado mais de 40% de cancelamento.

"Quando você faz a coisa certa e consultiva, o reflexo é o cliente não cancelar. Ele comprou do jeito certo, entendeu a estratégia, entende que aquilo gera valor. Então não vai cancelar", reflete. "O baixo cancelamento é a maior chancela de que o trabalho está sendo diferente", completa.

O modelo consultivo que reduz cancelamentos

A abordagem parte do planejamento financeiro que a Center já usava na área de investimentos. O serviço considera estratégia de investimentos, gestão de riscos, organização financeira pessoal e empresarial, eficiência tributária, aposentadoria e sucessão patrimonial.

A segunda etapa foi levar o modelo para o canal digital. A operação foi estruturada há menos de um ano e já comercializou mais de R$ 250 milhões em cartas de consórcio.

Expansão digital e metas para 2026 e 2027

Agora, a Center quer acelerar a expansão. A empresa mantém 40 profissionais dedicados à vertical. Planeja contratar mais 60 até dezembro, encerrando 2026 com 100 pessoas na operação.

A meta é vender R$ 500 milhões em cartas neste ano e mais de R$ 1 bilhão em 2027. Em três anos, a ambição declarada é se tornar a maior operação de consórcio digital do país. "A ambição para três anos é ser a maior operação de consórcio digital do Brasil", adianta Correia.

Três frentes de uso: bens, patrimônio e empresas

A Center divide o uso do consórcio em três frentes: aquisição de bens, estratégias patrimoniais e atendimento empresarial. Os imóveis concentram a maior parte das cartas. A proporção aproximada é de 90% para imóveis e 10% para veículos.

Dentro da demanda imobiliária, Correia estima que cerca de metade esteja ligada a estratégias de alavancagem patrimonial. No uso tradicional, o cliente contrata uma carta para adquirir um imóvel ou veículo de forma programada. A contemplação ocorre por sorteio ou lance, sem garantia de quando acontecerá.

Por isso, o próprio CEO ressalta que o consórcio não serve para todas as situações. "Não cabe quando a pessoa quer muito rápido, quando não pode esperar, quando não pode se programar. Aí não deve ser vendido", explica.

Consórcio como ferramenta para empresas

A Center também quer ampliar o uso do consórcio no relacionamento com empresas. Um caso citado por Correia envolve empresários que têm patrimônio imobiliário, mas buscam recursos para a operação do negócio.

A frente corporativa oferece soluções de crédito, câmbio, investimentos, mercado de capitais, fusões e aquisições (M&A), planejamento sucessório empresarial e revisão tributária.

O avanço do consórcio faz parte da estratégia de ampliar o relacionamento com a mesma base por meio de diferentes serviços. A expansão ocorrerá sem substituir a assessoria de investimentos que deu origem ao negócio. "Não vamos deixar de ser uma coisa para ser outra. Vamos tratar várias coisas ao mesmo tempo, com lideranças e diretorias específicas", diz Correia.

Perguntas Frequentes

A Center Inc é uma empresa de consórcio?

Não. A Center Inc é uma assessoria de investimentos que se transformou em um ecossistema de serviços financeiros. O consórcio é uma das frentes e já representa 35% do resultado.

Qual a meta da Center Inc para consórcios?

Vender R$ 500 milhões em cartas em 2026 e superar R$ 1 bilhão em 2027. A ambição de três anos é ser a maior operação de consórcio digital do Brasil.

Como a Center reduz o cancelamento de cartas?

A empresa usa planejamento financeiro antes da venda. Avalia objetivos, fluxo e horizonte do cliente. A taxa de cancelamento fica pouco acima de 3%, ante mais de 40% que o CEO atribui à média do mercado.

O consórcio serve para todo mundo?

Não. Segundo o CEO da Center, não cabe quando a pessoa quer rápido, não pode esperar ou não pode se programar. Nesses casos, o produto não deve ser vendido.

Quais são as frentes de uso do consórcio na Center?

São três: aquisição de bens, estratégias patrimoniais e atendimento empresarial. Imóveis concentram cerca de 90% das cartas, e veículos, 10%.

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