Credito e Dividas

Desenrola Adimplentes começa a operar nesta terça-feira (11)

ResumoDesenrola Adimplentes começa a operar nesta terça-feira (11) para informais adimplentes. A linha permite trocar dívidas caras por crédito com juros de até 1,99% ao mês. O programa oferece valores até R$ 15 mil, destinado a trabalhadores sem carteira assinada. A operação visa reduzir custos financeiros para esse público.

Começa nesta terça-feira (11) a operação do Desenrola Adimplentes, linha para informais adimplentes trocarem dívidas caras por crédito com juros de até 1,99% ao mês e valores até R$ 15 mil.

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 11 de agosto de 2026
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Desenrola Adimplentes começa a operar nesta terça-feira (11)

O erro que afunda muita PME não está na venda, está no custo do dinheiro. Quem paga juro alto por falta de opção acaba devolvendo ao banco o lucro que suou para ganhar. Nesta terça-feira (11), começa a operar o Desenrola Adimplentes, linha do governo federal que ataca exatamente esse ponto para trabalhadores informais que mantêm as contas em dia.

A modalidade permite trocar empréstimos mais caros por crédito com juros de até 1,99% ao mês e valores até R$ 15 mil. A operação começou após ajustes nas regras para ampliar a participação das instituições financeiras.

O que muda para o trabalhador informal adimplente

O Desenrola Adimplentes é uma das três frentes lançadas pelo governo federal para ampliar o acesso ao crédito. Além dos informais, o pacote inclui uma linha para estudantes e ex-estudantes adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e medidas para trabalhadores com carteira assinada.

Quem se encaixa no perfil pode trocar dívidas caras por crédito com teto de 1,99% ao mês, com valores de até R$ 15 mil. O caixa fala antes do balanço: para o pequeno negócio, cortar o custo da dívida de 6% para 1,99% ao mês pode ser a diferença entre pagar fornecedor e atrasar a folha.

Por que o programa foi criado

Lançado em 2023, o Desenrola foi criado para facilitar a renegociação de dívidas e a recuperação financeira das famílias. Segundo o governo, o programa já beneficiou 7,5 milhões de famílias. A nova fase busca ampliar os incentivos também para consumidores que mantêm os pagamentos em dia.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou o raciocínio durante o lançamento das medidas: "O valor que a gente defende no Desenrola é o pagamento, em dia, das contas. Os depoimentos que a gente ouviu mostram isso: as pessoas queriam pagar, mas não estavam conseguindo. Voltaram agora, com essa ajuda do governo, a poder pagar em dia".

A leitura objetiva: o programa não premia só quem está endividado, mas também quem conseguiu se manter adimplente. Para o consultor que acompanha PME, isso muda a lógica de quem vale crédito barato.

Como funciona a nova etapa

A modalidade começou a funcionar após ajustes nas regras para ampliar a participação das instituições financeiras. A renegociação é feita exclusivamente nas instituições financeiras, sem intermediação de sites específicos do governo ou envio de links por SMS e aplicativos.

Na prática, o trabalhador informal que mantém compromissos em dia pode procurar uma instituição financeira participante e pedir a troca do empréstimo caro por um com juros de até 1,99% ao mês. O valor máximo é de R$ 15 mil.

Golpes que usam o nome do Desenrola

Em meio a este e outros programas de renegociação de dívidas que vêm sendo implementados pelo governo federal, o Ministério da Fazenda alertou para golpes que usam anúncios falsos, mensagens e links enviados pela internet para atrair pessoas interessadas.

Levantamento do NetLab/UFRJ identificou 544 anúncios fraudulentos nas plataformas da Meta entre abril e junho. Do total, 38% utilizavam inteligência artificial e 72% exploravam indevidamente a imagem do governo e de marcas conhecidas para conferir aparência de legitimidade às fraudes.

O alerta é direto: a renegociação é feita exclusivamente nas instituições financeiras. Nenhum site específico do governo intermedia, e nenhum link é enviado por SMS ou aplicativos. Desconfie de qualquer mensagem que peça clique ou pagamento antecipado.

Todas as informações oficiais sobre o programa estão disponíveis nos canais do Ministério da Fazenda.

O que o dono de PME deve olhar primeiro

Para o pequeno empresário informal, a decisão prática é comparar o custo atual da dívida com o teto de 1,99% ao mês. Se o seu empréstimo atual custa mais que isso, a troca pode liberar caixa imediato. Se custa menos, não compensa mexer.

Precificar errado quebra empresa boa, mas pagar juro desnecessário também. O Desenrola Adimplentes não é milagre, é matemática: reduzir a taxa mensal da dívida aumenta a sobra de caixa todo mês, sem aumentar venda.

Perguntas Frequentes

Quem pode usar o Desenrola Adimplentes?

Trabalhadores informais que mantêm seus compromissos financeiros em dia. A linha permite trocar empréstimos mais caros por crédito com juros de até 1,99% ao mês e valores até R$ 15 mil.

Qual o valor máximo do crédito?

O valor máximo é de R$ 15 mil, com juros de até 1,99% ao mês.

Como faço para aderir?

A renegociação é feita exclusivamente nas instituições financeiras, sem intermediação de sites específicos do governo ou envio de links por SMS e aplicativos.

O Desenrola Adimplentes é só para informais?

Além dos informais, o pacote inclui uma linha para estudantes e ex-estudantes adimplentes do Fies e medidas para trabalhadores com carteira assinada.

Como evitar golpes?

Desconfie de anúncios falsos, mensagens e links enviados pela internet. O NetLab/UFRJ identificou 544 anúncios fraudulentos na Meta entre abril e junho, com 38% usando IA e 72% explorando a imagem do governo.

Onde encontro informações oficiais?

Todas as informações oficiais sobre o programa estão disponíveis nos canais do Ministério da Fazenda.

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