Bolsas de NY fecham em queda: Dow Jones cai 0,59% com tensão geopolítica
As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta segunda-feira (20), com o Dow Jones registrando a maior pressão, queda de 0,59%, em meio a ataques dos EUA ao Irã e retaliação iraniana, que elevaram os preços do petróleo. O S&P 500 caiu 0,19% e o Nasdaq perdeu 0,05%.
Bolsas de NY fecham em queda com escalada geopolítica e Dow Jones sob maior pressão
As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta segunda-feira, 20, com o Dow Jones exibindo perdas mais acentuadas. O índice caiu 0,59%, aos 51.839,26 pontos. O S&P 500 recuou 0,19%, para 7.443,31 pontos. O Nasdaq, que ensaiou ganhos durante o pregão, perdeu força na reta final e cedeu 0,05%, encerrando nos 25.508,07 pontos.
A sessão foi dominada por riscos geopolíticos. Os EUA realizaram ataques aéreos contra o Irã, numa tentativa de reabrir o Estreito de Ormuz. O Irã retaliou lançando drones e mísseis contra bases americanas. Os preços do petróleo fecharam em alta, reagindo também ao novo endurecimento do tom do presidente dos EUA, Donald Trump.
O que derrubou o Dow Jones
O Dow Jones foi o mais pressionado entre os índices. Ações de peso no índice contribuíram para a queda: Apple (-2%), Home Depot (-1,7%) e Merck (-1,9%). A Boeing (-1,8%) também inibiu o índice. O CEO da Boeing, Kelly Ortberg, disse à CNBC que a fabricante de aviões precisará de "mais alguns anos" para sanear suas finanças antes de lançar um novo jato comercial. Em relação a encomendas, a empresa assinou acordos para fornecer novos jatos para a Riyadh Air.
Semiconductores e IA sustentam ganhos isolados
Ainda que o cenário geral tenha sido de baixa, ações de fabricantes de chips e de infraestrutura de inteligência artificial subiram. O ETF iShares Semiconductor ganhou 0,5%, embora tenha recuado da máxima do dia. A Sandisk subiu 2,7% e a Western Digital, 2,4%. A Nvidia avançou 0,2% e a Intel, 2,1%.
A Microsoft conseguiu engatar uma melhora e encerrou o pregão com ganho de 2,1%. A AMD (1,6%) anunciou a ampliação de sua parceria estratégica de longo prazo com a Microsoft para expandir o uso de GPUs, CPUs, soluções de rede e software da fabricante no Azure.
China injeta bilhões e Alibaba dispara
Duas estatais chinesas de investimento injetaram quase US$ 9 bilhões para sustentar o mercado de ações, após temores em torno da inteligência artificial (IA) desencadearem uma onda de vendas nas últimas semanas. O ADR da Alibaba avançou 4,7% após a empresa apresentar uma prévia de seu novo modelo de IA.
Fusão Paramount-Warner barrada pela Justiça
No setor de mídia, a Paramount fechou em queda de 2% e a Warner recuou 3,8%, após a Justiça dos Estados Unidos determinar nesta segunda-feira que as companhias suspendam sua fusão de US$ 81 bilhões.
Mineradoras divididas
As mineradoras fecharam mistas. A Freeport-McMoran subiu 0,7% e a Southern Copper, 1,5%, enquanto a Newmont caiu 0,6%, após medida de Trump para ajustar importações de alumínio.
Volume financeiro abaixo da média
O volume financeiro no pregão desta segunda-feira somou R$ 15,9 bilhões, ante média diária no ano de R$ 33,7 bilhões.
Perguntas Frequentes
O que fez as bolsas de NY caírem hoje?
A queda foi puxada por riscos geopolíticos, com ataques aéreos dos EUA contra o Irã e retaliação iraniana, elevando os preços do petróleo e pressionando o Dow Jones.
Qual foi o desempenho do Dow Jones?
O Dow Jones caiu 0,59%, fechando aos 51.839,26 pontos, com destaque negativo para Apple (-2%), Home Depot (-1,7%) e Merck (-1,9%).
O Nasdaq também caiu?
Sim, o Nasdaq perdeu 0,05%, encerrando aos 25.508,07 pontos, após perder os ganhos na reta final do pregão.
Quais ações subiram apesar da queda geral?
Ações de semiconductores e IA subiram: Sandisk (2,7%), Western Digital (2,4%), Intel (2,1%), Microsoft (2,1%) e AMD (1,6%). A Nvidia subiu 0,2%.
O que aconteceu com a fusão Paramount-Warner?
A Justiça dos Estados Unidos determinou a suspensão da fusão de US$ 81 bilhões entre Paramount e Warner, fazendo as ações caírem 2% e 3,8%, respectivamente.
Qual foi o volume financeiro do pregão?
O volume somou R$ 15,9 bilhões, bem abaixo da média diária de R$ 33,7 bilhões no ano.