Economia

Cade aprova, sem restrições, arrendamento de terminal de gás pela J&F

ResumoO Cade aprovou sem restrições o arrendamento do Terminal Gás Sul (TGS) pela J&F. A operação, que não depende de outros órgãos reguladores, envolve a infraestrutura de gás natural no Sul do Brasil. A decisão do conselho antitruste confirma a viabilidade do negócio, sem impor condições ou remédios. O TGS passa a integrar a estratégia da J&F no setor de energia.

O Cade aprovou, sem restrições, o arrendamento do Terminal Gás Sul (TGS) pela J&F. A operação não depende de outros órgãos reguladores. Veja os detalhes do negócio e o que ele representa para o setor de gás natural.

Helena Drumond
Helena Drumond Analista de criptoativos e fintechs · 31 de agosto de 2026
Cade aprova, sem restrições, arrendamento de terminal de gás pela J&F

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, o arrendamento do Terminal Gás Sul (TGS) pela J&F S.A. A operação, que envolve um terminal marítimo de regaseificação de GNL em São Francisco do Sul (SC), não está sujeita à aprovação de outros órgãos reguladores, conforme despacho do órgão.

O ativo, de propriedade da NFE Power Latam Participações e Comércio, inclui um sistema de dutos de aproximadamente 32,6 quilômetros e uma estação de transferência de custódia em Garuva (SC), com interligação à malha da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG). O terminal não atua na exploração, produção ou processamento de gás natural, nem contrata diretamente capacidade de transporte, o que é feito pela TGB/Gasbol, empresa independente.

Para o Cade, a operação representa uma oportunidade para a expansão das atividades do Grupo J&F no setor de gás natural, contribuindo para atender clientes em sua transição para fontes menos poluentes. Para o Grupo NFE, o negócio está alinhado à reorganização de seus negócios e realocação de recursos.

O Grupo J&F importa gás natural da Bolívia e Argentina via MGAS Comercializadora, atuando na comercialização do combustível em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. Já o Grupo NFE, que possui dois terminais de GNL no Brasil (TGS em SC e outro em Barcarena, PA), vê no acordo uma forma de reorganizar sua atuação no país. O negócio envolve a totalidade dos ativos, instalações e infraestrutura relacionados ao TGS, sem restrições impostas pelo órgão antitruste.

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