Economia

Jornais estrangeiros destacam sucesso do Pix e refutam alegações do governo Trump

ResumoA revista britânica The Economist e o jornal norte-americano The Wall Street Journal refutam alegações do governo Trump sobre o Pix. Os veículos destacam o sucesso do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos e apontam que as críticas não se sustentam, indicando uma nova fase na geopolítica financeira.

Revista britânica The Economist e jornal norte-americano The Wall Street Journal destacam o sucesso do Pix e refutam alegações do governo Trump. Para os veículos, as críticas ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos não se sustentam e apontam para uma nova fase da geopolí

Marcelo Iorio
Marcelo Iorio Consultor de planejamento empresarial · 21 de julho de 2026
Jornais estrangeiros destacam sucesso do Pix e refutam alegações do governo Trump

O erro de gestão que muitos donos de PME cometem ao interpretar geopolítica

O dono de pequena e média empresa costuma olhar para o noticiário internacional e achar que aquilo não afeta o caixa. É um erro que custa caro. Quando os EUA impõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, como aconteceu a partir de quarta-feira (22), o fluxo de caixa de quem exporta muda na hora. E o centro desse debate, hoje, é o Pix.

Jornais estrangeiros destacam sucesso do Pix e refutam alegações do governo Trump. A revista britânica The Economist e o jornal norte-americano The Wall Street Journal publicaram análises apontando que as críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos não se sustentam.

Por que o Pix virou alvo dos EUA

Para o The Economist, as acusações do governo norte-americano contra o sistema de pagamentos do Banco Central se baseiam em premissas frágeis. A principal delas: a de que o Pix teria sido projetado para prejudicar empresas de pagamento dos EUA. O jornal refuta essa tese ao lembrar que qualquer instituição financeira licenciada que opere no Brasil pode se conectar à rede de pagamentos instantâneos livremente. Não há discriminação ou mercado desleal para empresas estrangeiras.

O veículo britânico sustenta ainda que a Seção 301 da lei comercial norte-americana, usada como argumento para impor as novas tarifas de 25% ao Brasil, nunca antes havia sido utilizada para alvejar sistemas de pagamentos domésticos de outros países. É um precedente que preocupa analistas.

A nova geopolítica financeira

Em publicação feita em 12 de julho, a The Economist também pontuou que a ofensiva americana contra o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos evidencia um movimento mais amplo de fragmentação da infraestrutura financeira internacional, tradicionalmente dominada por empresas americanas como Visa e Mastercard.

Para a Economist, a imposição de novas tarifas simboliza uma nova fase da geopolítica financeira mundial. À medida que os EUA utilizam de forma mais explícita seu peso econômico e financeiro como instrumento diplomático, países de diferentes espectros políticos buscam reduzir sua dependência das plataformas controladas por Washington.

O que muda no caixa do empresário

A tarifa extra de 25% sobre produtos brasileiros passou a valer a partir de quarta-feira (22) nas operações de exportação aos EUA. A nova sobretaxa é resultado de investigações sobre práticas comerciais desleais conduzidas pelo escritório do USTR. Mas há um alívio: a lista de exceções é extensa, com mais de 2.100 produtos, incluindo itens importantes para a exportação do Brasil, como carne e suco de laranja.

Para o empresário que vende para os EUA, o primeiro passo é verificar se seu produto está na lista de exceções. Se estiver, o impacto direto é menor. Se não estiver, é hora de recalcular margem e renegociar contratos. O caixa fala antes do balanço.

Perguntas Frequentes

O que os jornais estrangeiros disseram sobre o Pix?

The Economist e The Wall Street Journal destacam o sucesso do sistema brasileiro e refutam as alegações do governo Trump de que o Pix prejudicaria empresas dos EUA.

As críticas dos EUA ao Pix têm fundamento?

Para o The Economist, as acusações não se sustentam e se baseiam em premissas frágeis. O sistema é controlado pelo Banco Central e qualquer instituição licenciada pode se conectar livremente.

O que é a Seção 301 citada na reportagem?

A Seção 301 é uma lei comercial norte-americana que, segundo a The Economist, nunca antes havia sido usada para alvejar sistemas de pagamentos domésticos de outros países.

Quais produtos brasileiros foram afetados pela tarifa de 25%?

A tarifa extra de 25% vale para exportações aos EUA, mas há uma lista de exceções com mais de 2.100 produtos, incluindo carne e suco de laranja.

Como a geopolítica financeira afeta o Pix?

Para a The Economist, a ofensiva americana evidencia fragmentação da infraestrutura financeira global, com países buscando reduzir dependência de plataformas controladas por Washington.

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