MP faz operação contra rede financeira do PCC e aliado de Léo do Moinho
O GAECO, do Ministério Público de São Paulo, deflagrou a Operação Janus contra o núcleo financeiro do PCC e o tribunal do crime, com 18 prisões e bloqueio de até R$ 10 milhões por alvo. A investigação mira a rede de apoio a Leonardo Monteiro Moja, o Léo do Moinho.
O erro de gestão que muitos empresários cometem é achar que o fluxo financeiro de uma organização criminosa é diferente do de uma empresa legítima. Na prática, ambos dependem de movimentação de recursos, controle de contas e ocultação de origem. O que muda é o método, e é exatamente isso que o Ministério Público de São Paulo está desmontando.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de São Paulo, foi às ruas nesta terça-feira (21) para cumprir 18 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão contra suspeitos de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) em duas frentes: o núcleo financeiro e o chamado tribunal do crime. A investigação também mira a rede de apoio a Leonardo Monteiro Moja, o Léo do Moinho, capturado em agosto de 2024 durante a Operação Salus et Dignitas.
O que é a Operação Janus contra o PCC
Batizada de Operação Janus, em referência à divindade romana associada a passagens e transições, a ofensiva mira suspeitos de movimentar recursos do PCC por meio de entregas volumosas de dinheiro em espécie, transferências bancárias e uso de empresas e contas laranjas.
A investigação aponta que parte dos alvos participava de reuniões para resolver disputas patrimoniais entre integrantes da facção, conhecidas como tribunais do crime.
Bloqueio de bens e valores na operação
Além das prisões e buscas, a Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores determinou o bloqueio de contas, aplicações financeiras, imóveis, veículos e outros bens dos investigados. Também foram bloqueados ativos financeiros de até R$ 10 milhões por alvo e impostas restrições patrimoniais a empresas apontadas como parte da estrutura financeira do PCC.
Como a investigação chegou aos suspeitos
A Operação Janus é um desdobramento das operações Bazaar, Recidere e Salus et Dignitas. Segundo o Gaeco, a nova fase foi deflagrada a partir da análise de celulares apreendidos nessas investigações, que revelou a atuação coordenada dos suspeitos em um esquema voltado à sustentação financeira da facção.
As apurações tiveram origem, sobretudo, em elementos reunidos na Operação Recidere, que identificou um esquema de corrupção ativa e passiva, fraude processual, lavagem de dinheiro e interferência em investigações envolvendo integrantes do PCC. De acordo com o Ministério Público, os investigados também atuavam para corromper policiais civis e militares.
O que o Gaeco busca com a operação
A operação mira a rede de apoio a notórios integrantes do PCC, entre eles Leonardo Monteiro Moja, o Léo do Moinho. O espaço para manifestação das defesas está aberto.
Perguntas Frequentes
Quantos mandados foram cumpridos na Operação Janus?
Foram cumpridos 18 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão.
Quem é o alvo principal da operação?
A operação mira o núcleo financeiro do PCC, o tribunal do crime e a rede de apoio a Leonardo Monteiro Moja, o Léo do Moinho.
O que foi bloqueado pela Justiça?
A Vara Estadual de Organizações Criminosas determinou o bloqueio de contas, aplicações financeiras, imóveis, veículos e ativos de até R$ 10 milhões por alvo.
Qual a origem da investigação?
A Operação Janus é desdobramento das operações Bazaar, Recidere e Salus et Dignitas, a partir da análise de celulares apreendidos.
O que os investigados são acusados de fazer?
Segundo o Gaeco, os suspeitos movimentavam recursos do PCC com dinheiro em espécie, transferências e contas laranjas, além de participar de tribunais do crime.