Financas Pessoais

Dólar cai após alta da véspera, tarifas e Oriente Médio no radar

O dólar apresenta queda ante o real nesta sexta-feira, 24, após registrar alta na véspera. Novas tarifas dos EUA e o conflito no Oriente Médio influenciam o mercado.

Fábio Quaresma
Fábio Quaresma Especialista em finanças pessoais · 24 de julho de 2026
Dólar cai após alta da véspera, tarifas e Oriente Médio no radar

Dólar cai após alta da véspera, tarifas e Oriente Médio no radar

O dólar à vista opera com baixa ante o real nesta sexta-feira, 24, em um movimento de ajuste após a forte alta registrada na véspera. A moeda americana devolve parte dos ganhos de quinta-feira, 23, enquanto o petróleo acentua as perdas e o índice DXY oscila próximo da estabilidade.

Apesar desse movimento, investidores seguem atentos aos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã, que continua a alimentar preocupações sobre a inflação global e seus possíveis efeitos sobre a trajetória dos juros americanos. O petróleo, por sua vez, recuava cerca de 4%, devolvendo parte da valorização acumulada nos últimos dias.

Às 12h53, o dólar à vista operava com baixa de 0,38%, a R$ 5,064 na venda. O dólar futuro para agosto, atualmente o mais negociado no mercado brasileiro, caía 0,40% na B3, a R$ 5,070. O dólar à vista encerrou a sessão de quinta-feira com alta de 0,63%, a R$ 5,0842.

Os Estados Unidos anunciaram na véspera a imposição, a partir desta sexta-feira, de novas tarifas de 10% e 12,5% a 60 parceiros comerciais, devido a alegações de fiscalização frouxa das proibições ao trabalho forçado. O governo brasileiro classificou a decisão americana de arbitrária e injustificada, especialmente no que se refere à nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. Na quarta-feira, já havia entrado em vigor uma tarifa de 25% sobre produtos do Brasil, com base em uma investigação comercial separada.

Em meio a isso, o mercado acompanhou as participações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na XP Expert. Durigan voltou a defender o ajuste fiscal como prioridade e reafirmou o compromisso do governo com a consolidação das contas públicas. Galípolo, por sua vez, afirmou que o Banco Central seguirá acompanhando a evolução dos dados e reiterou que o cenário ainda requer juros em campo restritivo.

Galípolo comentou que o Comitê de Política Monetária (Copom) trabalha com diferentes "planos de voo" para a condução da política monetária, avaliando qual deles tem a maior capacidade de levar a inflação para mais perto da meta de 3%, com o menor custo em termos de volatilidade. Durante sua participação no evento em São Paulo, ele afirmou: "Trabalhamos com trajetórias que contemplam cenários com combinações de diferentes momentos de pausa e de retomada no ciclo".

Por sua vez, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, apresentam às 15h o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do terceiro bimestre de 2026.

A movimentação do dólar reflete uma interação complexa entre fatores locais e internacionais, com impactos diretos no bolso do consumidor. A alta do dólar pode encarecer produtos importados, influenciando a inflação e, consequentemente, o poder de compra das famílias. Por outro lado, a queda atual pode trazer um alívio temporário, mas os desdobramentos do mercado permanecem incertos, especialmente com as novas tarifas dos EUA no horizonte e a instabilidade geopolítica no Oriente Médio.

Ficar atento a esses movimentos se torna essencial para qualquer consumidor que deseja proteger seu orçamento em tempos de volatilidade econômica. A compreensão do que afeta o câmbio é um passo importante para evitar surpresas financeiras futuras.

Perguntas Frequentes

O que causou a queda do dólar nesta sexta-feira?

A queda do dólar é atribuída a um ajuste após a alta da véspera e ao recuo do petróleo, além das preocupações com as novas tarifas dos EUA.

Como as tarifas dos EUA impactam o consumidor brasileiro?

As tarifas podem encarecer produtos importados, contribuindo para a inflação e afetando o poder de compra das famílias brasileiras.

O que o Banco Central está fazendo para controlar a inflação?

O Banco Central, através do Copom, avalia diferentes planos de voo para a política monetária, buscando levar a inflação para mais perto da meta de 3% com o menor custo de volatilidade.

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